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Governo justifica reajuste do Bolsa Família com revisão na previsão de gastos com Previdência

Governo justifica reajuste do Bolsa Família com revisão na previsão de gastos com Previdência

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (17/9) um reajuste no valor do programa Bolsa Família, que passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. A medida, que contempla um aumento de aproximadamente 15%, foi justificada pela equipe econômica como resultado de uma revisão na previsão de gastos com a Previdência Social, permitindo o remanejamento de recursos dentro do Orçamento Federal.

O aumento no benefício ocorre em um momento de proximidade das eleições gerais, com o anúncio feito pouco mais de duas semanas antes do primeiro turno. Segundo informações divulgadas pelo governo, o impacto orçamentário dessa medida será de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22 bilhões no próximo ano, refletindo a prioridade de fortalecer a assistência social diante do cenário econômico e político atual.

Durante entrevista à imprensa, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, explicou que a mudança no orçamento não representa um aumento de gastos, mas sim uma redistribuição de despesas. Segundo ele, houve uma revisão na projeção de gastos com a Previdência Social, que resultou em uma sobra de recursos no orçamento geral. Essa sobra, explicou Moretti, será utilizada para ampliar o valor do benefício do Bolsa Família, com uma parte do remanejamento vindo da redução prevista nas despesas previdenciárias.

Moretti destacou que essa alteração será evidenciada no próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias, no qual ficará claro que a redução na projeção de gastos com a Previdência Social abriu espaço financeiro suficiente para garantir o reajuste do programa social. Ele afirmou ainda que essa estratégia de remanejamento visa assegurar o cumprimento do reajuste sem comprometer o equilíbrio fiscal do governo.

Além da questão financeira, o ministro também ressaltou o combate às fraudes no benefício como um dos fatores que contribuíram para viabilizar o reajuste. A medida de reajuste eleva o piso do programa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio passa de R$ 675 para R$ 777, representando um aumento de cerca de R$ 100. O novo valor começará a ser pago na folha de pagamento que inicia em 19 de outubro.

Por fim, Bruno Moretti explicou que o reajuste foi calculado com base na inflação acumulada de 15,04% entre março de 2023 e agosto de 2026, garantindo que os benefícios acompanhem a variação dos preços ao consumidor. Assim, o governo reforça seu compromisso de ajustar o Bolsa Família de acordo com as condições econômicas, ao mesmo tempo em que busca otimizar recursos por meio de uma gestão mais eficiente dos gastos previdenciários.

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