Correio Divinopolitano

Mulher de Brasília descobre câncer de mama após rotina de exames e reforça importância do autocuidado

Mulher de Brasília descobre câncer de mama após rotina de exames e reforça importância do autocuidado

Uma coordenadora de vendas de 46 anos, residente em Brasília, compartilhou sua experiência ao descobrir um câncer de mama, reforçando a relevância do autocuidado e da atenção às mudanças no corpo. Lidiany Sales identificou um nódulo na mama esquerda em setembro de 2025, após realizar exames de rotina e sentir sintomas que a levaram a buscar avaliação médica. Apesar de, anteriormente, ter recebido resultados de mamografias sem suspeitas, a paciente decidiu consultar sua ginecologista após perceber fadiga, dores corporais e um autoexame que revelou a presença do nódulo.

No exame de ultrassom solicitado pela médica, o laudo inicial indicava uma classificação BI-RADS 2, sugerindo alterações benignas. No entanto, durante uma viagem, Lidiany sentiu a mama latejar, o que a motivou a retornar ao consultório assim que voltou de viagem. Os exames subsequentes mostraram uma classificação mais suspeita, BI-RADS 4, indicando necessidade de investigação adicional. Após uma punção e uma biópsia realizadas por um mastologista, o diagnóstico definitivo, divulgado em 20 de dezembro de 2025, foi de carcinoma invasivo de mama, que provavelmente teve origem nos canais de leite e se espalhou para um gânglio na axila esquerda. O tumor apresentava baixos níveis de HER2 e era hormônio-dependente.

A confirmação do câncer representou um momento extremamente difícil para Lidiany, que relata ter enfrentado uma mistura de medo, incerteza e mudanças na rotina diária. Ela destacou a importância do acompanhamento regular, ressaltando que exames de rotina sem alterações suspeitas não dispensam a atenção às possíveis mudanças no corpo. Segundo o coordenador da Oncologia do Hospital Anchieta Ceilândia e Unique, Marcelo Uchôa, a realização de exames de rastreamento deve caminhar junto com a observação de sinais físicos, como nódulos, alterações na pele ou secreções, que podem indicar a necessidade de avaliação médica urgente.

O tratamento de Lidiany teve início em janeiro de 2026 e incluiu sessões de quimioterapia, além de uma mastectomia bilateral com reconstrução e radioterapia. Atualmente, ela segue com terapia hormonal. A paciente relata que o processo de enfrentamento do câncer foi marcado por dificuldades, como perda de cabelo, fadiga e mudanças físicas, mas também por momentos de gratidão, fé e esperança. Ela afirma que aprendeu a valorizar ainda mais a vida, a família e as pequenas coisas do cotidiano.

Lidiany enfatiza a importância do apoio psicológico durante o tratamento, destacando que dividir sua história contribui para lidar melhor com a doença e reforça a necessidade de atenção à saúde emocional. Ela também usa suas redes sociais para alertar outras mulheres sobre a doença, promovendo a conscientização sobre a importância do autocuidado, dos exames regulares e do autoexame. Sua experiência, segundo ela, serve como um lembrete de que a prevenção e a detecção precoce podem fazer toda a diferença no prognóstico.

Apesar dos desafios, a brasileira afirma que se sente mais confiante e que busca encarar cada dia com leveza, fé e esperança, respeitando os momentos de maior fragilidade. Sua história, que ainda está em andamento, ganha força ao mostrar que o cuidado com a saúde deve ser contínuo e que a conscientização é uma ferramenta vital na luta contra o câncer de mama.

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *