Onze estudantes, com idades entre 10 e 12 anos, ficaram intoxicados e feridos durante uma atividade da feira de ciências de uma escola estadual de Formiga, na região Centro-Oeste de Minas Gerais. O incidente ocorreu na tarde de quinta-feira (5), enquanto as crianças participavam de uma oficina sobre a oxidação dos álcoois em um laboratório da instituição.
As informações foram divulgadas pelo Corpo de Bombeiros nesta sexta-feira (6). De acordo com a corporação, oito alunos apresentaram ferimentos no peito, nos braços e no pescoço. Outras três crianças tiveram lesões nos olhos. No momento da atividade, os estudantes estavam acompanhados por professores dentro do laboratório.
Até o momento, não foram esclarecidos os detalhes de como o acidente aconteceu. Também não houve divulgação sobre as substâncias utilizadas na oficina nem sobre quais circunstâncias provocaram a intoxicação e os ferimentos. As informações disponíveis se concentram no número de vítimas, na faixa etária dos alunos e nos atendimentos realizados após a ocorrência.
Logo depois do incidente, a equipe da escola retirou os estudantes do laboratório. As crianças foram levadas para um espaço com maior circulação de ar, como medida adotada pela instituição após a suspeita de intoxicação. A direção também comunicou os familiares dos alunos envolvidos e acionou os serviços de emergência.
O atendimento inicial foi feito por militares do Corpo de Bombeiros e por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). As equipes avaliaram os estudantes no local. Até a divulgação das informações, entretanto, não havia atualização sobre o estado de saúde das crianças atendidas.
Secretaria de Educação acompanha o caso
A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais informou, por meio de nota, que acompanha a situação em conjunto com a direção da escola estadual. Segundo a pasta, o acompanhamento tem como objetivo assegurar o atendimento integral aos estudantes envolvidos na ocorrência registrada durante a feira de ciências.
A secretaria também afirmou que poderá encaminhar profissionais das áreas de psicologia e serviço social para prestar assistência aos alunos, caso essa necessidade seja identificada. A possibilidade faz parte das medidas de apoio consideradas após o episódio no laboratório.
A escola realizava atividades experimentais com os estudantes quando o caso aconteceu. Conforme a Secretaria de Estado de Educação, as crianças estavam sob acompanhamento de professores durante a oficina. A pasta, porém, não divulgou outras informações sobre a supervisão da atividade ou sobre a forma como o experimento estava sendo conduzido.
O Corpo de Bombeiros e o Samu participaram das providências adotadas imediatamente após o incidente. Até o momento, não foram informados novos detalhes sobre a dinâmica do acidente, os produtos utilizados na experiência ou a evolução clínica dos 11 estudantes.


