A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta sexta-feira, 9 de outubro, a suspensão imediata de todas as atividades relacionadas ao suplemento alimentício Peptistrong, incluindo a fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso do produto. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e decorre da constatação de que o produto está sendo divulgado e comercializado sem a devida avaliação de segurança de seu ingrediente principal, conforme exigido pela legislação sanitária vigente.
O suplemento, produzido pela empresa Manipulação Stevia Ltda., também conhecida como Biostevi Pharma, contém proteína de fava hidrolisada como ingrediente principal. Segundo a resolução da Anvisa, esse componente não passou pelo procedimento obrigatório de avaliação de segurança sanitária para uso em alimentos, o que caracteriza uma irregularidade grave e coloca em risco a saúde do consumidor.
A determinação da agência sanitária é abrangente e vale para todos os lotes do Peptistrong já produzidos ou em circulação no mercado. Além do recolhimento imediato, fica suspensa toda a fabricação, venda, distribuição, propaganda e utilização do produto, até que a situação seja regularizada conforme as normas sanitárias. Essa medida visa garantir a proteção do consumidor e assegurar que produtos alimentícios comercializados no país atendam aos requisitos de segurança estabelecidos pelas regulamentações.
A decisão da Anvisa fundamenta-se em normas sanitárias que regulam a segurança e a regularização de alimentos, reforçando a necessidade de avaliação prévia de ingredientes utilizados em suplementos alimentares. A ausência dessa avaliação impede a análise de possíveis riscos à saúde, como reações adversas ou efeitos colaterais, que poderiam surgir do consumo de ingredientes não verificados.
A obrigatoriedade de avaliação de ingredientes é uma etapa fundamental para garantir a segurança dos consumidores e evitar a circulação de produtos potencialmente nocivos no mercado. A agência reforça que, sem esse procedimento, não há autorização legal para a utilização de substâncias em alimentos ou suplementos, o que justifica a medida de recolhimento e proibição adotada nesta sexta-feira.
A medida entrou em vigor na data de publicação da resolução, reforçando o compromisso da Anvisa com a fiscalização e o controle de produtos alimentícios, especialmente aqueles que, por sua natureza, podem representar riscos à saúde pública se comercializados sem a devida avaliação técnica. A agência continuará monitorando o mercado e adotando as providências necessárias para assegurar a conformidade dos produtos com as regulamentações sanitárias brasileiras.


