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Polícia Civil indicia ex-namorado e companheira por morte de Beatriz Vitória em Jaboticatubas

Polícia Civil indicia ex-namorado e companheira por morte de Beatriz Vitória em Jaboticatubas

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu a investigação sobre a morte de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, e encaminhou o inquérito à Justiça. O ex-namorado da vítima, Samuel Castro Melo, de 18 anos, e a atual companheira dele, Carla Luiza da Silva, de 23, foram indiciados por feminicídio, ocultação de cadáver, corrupção de menores e fraude processual. Carla também foi indiciada por furto qualificado.

O encerramento do procedimento ocorreu na quinta-feira (5). Como o caso tramita sob sigilo judicial, a Polícia Civil não informou quais provas foram reunidas nem detalhou os elementos considerados para atribuir os crimes aos dois investigados. A partir do envio do inquérito, caberá à Justiça avaliar as providências seguintes no processo.

Investigados permanecem presos preventivamente

Samuel e Carla estão presos preventivamente desde 22 de outubro. As prisões em flagrante foram convertidas em preventivas após uma audiência de custódia realizada na Vara Única da Comarca de Jaboticatubas. A medida mantém os dois detidos enquanto o caso segue em tramitação judicial.

Em 27 de outubro, a Justiça rejeitou um pedido liminar de liberdade apresentado pela defesa de Carla. Os advogados sustentaram que ela não possui antecedentes, tem residência fixa e mantém vínculo formal de trabalho. A defesa também contestou a forma como as condutas atribuídas à investigada foram individualizadas no inquérito.

Samuel, inicialmente levado ao Presídio de Santa Luzia, foi transferido para uma unidade prisional localizada em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro. Segundo o advogado Dracon Cavalcante, a transferência ocorreu depois que o jovem teria sofrido hostilidades de outros presos.

Vítima foi encontrada enterrada em área rural

Beatriz Vitória estava desaparecida havia cerca de duas semanas quando o corpo foi localizado pela Polícia Civil, em 21 de outubro. A vítima foi encontrada enterrada em uma área rural de Jaboticatubas, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Durante a apuração, Samuel e Carla passaram a ser apontados como suspeitos de participação na morte.

Depois das prisões, a Justiça autorizou uma série de diligências para esclarecer as circunstâncias do crime. Entre as providências determinadas estavam a análise dos celulares dos investigados, a perícia em um veículo que poderia ter sido usado na prática criminosa e exames nos materiais recolhidos pelos investigadores.

O corpo foi sepultado em 23 de outubro, no Cemitério Municipal de Jaboticatubas. Conforme as informações divulgadas sobre o caso, o avançado estado de decomposição fez com que o período destinado à cerimônia de despedida fosse reduzido.

Defesa nega participação de Carla

Ao longo da investigação, os advogados de Carla afirmaram que ela é inocente e disseram que a jovem nunca havia tido desentendimentos com Beatriz. A defesa também levantou questionamentos sobre a dinâmica da morte e sustentou que a apuração deveria se apoiar em provas concretas.

Com a conclusão do inquérito e o encaminhamento dos autos ao Judiciário, serão analisados os próximos passos do processo. A tramitação em sigilo impede, até o momento, a divulgação de informações adicionais sobre as provas reunidas e sobre a participação atribuída individualmente a Samuel Castro Melo e Carla Luiza da Silva.

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