A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou, nesta sexta-feira (10 de setembro), a prisão de dois indivíduos suspeitos de aliciar uma adolescente de 13 anos por meio de redes sociais, com o objetivo de envolvê-la na prostituição e na produção de material de abuso sexual infantojuvenil. As detenções ocorreram nas cidades de São José dos Pinhais e Curitiba, ambas no estado do Paraná, após investigação que revelou o uso de plataformas digitais para manipular a vítima.
De acordo com as apurações, a denúncia veio à tona após os pais da adolescente realizarem uma fiscalização no celular da filha, o que levou à descoberta de conversas de conteúdo sexual no aplicativo TikTok. Essas mensagens revelaram que os suspeitos mantinham diálogos com a jovem, nos quais trocavam imagens íntimas mediante chantagem e pressão emocional. A investigação apontou que os criminosos orientavam a adolescente sobre as ações que ela deveria realizar, incluindo a filmagem de si mesma e a introdução de objetos em suas cavidades corporais, práticas abusivas que evidenciam a gravidade do caso.
O delegado responsável pelo caso, Thiago Pereira Lima, destacou que as conversas evoluíram para indicações específicas de atividades ilegais, como a participação da adolescente em uma casa de prostituição. Segundo ele, os suspeitos não apenas orientavam a jovem, mas também a chantageavam e persuadiam a se envolver com esses locais, o que configura exploração sexual infantojuvenil. Ainda de acordo com o delegado, há indícios de que a adolescente chegou a trabalhar em uma casa de prostituição, onde possivelmente sofreu abusos por parte de pessoas envolvidas.
Após a coleta de evidências e análise dos perfis dos suspeitos, a polícia conseguiu localizar e prender ambos nesta sexta-feira. Além das prisões, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em suas residências, resultando na apreensão de celulares e outros equipamentos eletrônicos. Esses dispositivos passarão por perícia para verificar a existência de mídias de abuso sexual infantil, além de possíveis registros de encontros ilícitos na casa de prostituição.
O delegado Thiago Pereira Lima ressaltou que os criminosos exploraram a vulnerabilidade da vítima, tanto em relação à idade quanto à situação econômica. Segundo as investigações, os suspeitos ofereciam alimentos, como lanche, e dinheiro em troca do envolvimento da jovem na prostituição, além de pagar valores em dinheiro e fornecer itens como alimentos em troca de imagens, vídeos e encontros de natureza sexual. A investigação indica que o contato da adolescente com esses indivíduos ocorreu principalmente por meio do TikTok, embora alertou que esse tipo de crime pode acontecer em diversas redes sociais, reforçando a necessidade de atenção por parte dos responsáveis.
Os dois homens foram presos por crimes de aliciamento de adolescente e produção de conteúdo de abuso sexual infantojuvenil. Após as determinações judiciais, eles foram encaminhados ao sistema penitenciário, onde permanecerão à disposição da Justiça. A polícia continua as investigações para identificar possíveis outros envolvidos e aprofundar a apuração de todas as circunstâncias do caso, reforçando a importância do combate à exploração sexual de menores e a necessidade de vigilância por parte de pais e responsáveis na supervisão do uso de redes sociais por crianças e adolescentes.


