Morreu na manhã desta segunda-feira (27), aos 73 anos, Dirceu Bernardino Seixas, o Belisquete, ex-jogador e ex-treinador do Villa Nova e do América, reconhecido como um dos maiores ídolos da história do Leão do Bonfim. O corpo foi localizado no bairro Bonfim, em Nova Lima. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e realizou os procedimentos de reanimação, mas Dirceu não resistiu.
Natural de Nova Aliança, no estado de São Paulo, Dirceu ingressou no Villa Nova em 1976 e rapidamente se tornou uma peça central no elenco. A sua atuação ajudou a equipe a levantar a Taça Minas Gerais de 1977, título regional de grande relevância na época, que consolidou o Leão do Bonfim como uma força no futebol de Minas Gerais. A passagem de Dirceu pelo clube ficou marcada pela versatilidade, pela capacidade de decisão dentro de campo e pela identificação com a torcida, que o consagrou como um dos ícones do clube.
Além do papel de jogador, Dirceu manteve vínculo com o Villa Nova após pendurar as chuteiras, atuando como auxiliar técnico da equipe profissional. Também esteve à frente do time sub-20, função na qual conquistou a Copa Integração de Futebol Júnior de 2005, um título que reforçou o trabalho de formação de jovens promovido pelo clube. Essa combinação de atuação no time principal e no setor de base evidenciou o comprometimento de Dirceu com o clube e com o desenvolvimento do futebol de base na instituição.
Ao longo de sua carreira, Dirceu atuou por diversos clubes além do Villa Nova. Entre as equipes que defendeu estão América-MG, Portuguesa, Bahia, CRB, Galícia-BA e Democrata-GV. Em cada passagem, ele deixou marcas de sua raça, da sua habilidade de frente de ataque e da compreensão tática que o acompanhava desde o início da trajetória esportiva. O conjunto de experiências em diferentes clubes reforçou a sua imagem como um profissional completo, capaz de transitar entre as funções de jogador e de treinador com a mesma determinação.
Dirceu Bernardino Seixas, conhecido pelo apelido Belisquete, é lembrado como uma das referências do Leão do Bonfim, não apenas pelos feitos em campo, mas pelo legado como formador e pela identificação com o torcedor. A carreira multifacetada—com fases de atleta, auxiliar técnico e treinador do setor de base—contribuiu para consolidar a história recente do Villa Nova, em especial na década de 1970, quando o clube viveu momentos importantes no cenário estadual. A confirmação de seu falecimento gerou comoção entre fãs e pessoas ligadas ao futebol mineiro, que reconheceram o papel de Dirceu na trajetória do Villa Nova e na continuidade da tradição do clube de revelar jogadores e técnicos que marcaram o futebol regional.
Ainda não há informações públicas sobre as cerimônias fúnebres ou velório. O que permanece é o registro de Dirceu Bernardino Seixas como um nome emblemático da história do Villa Nova e do futebol de Minas Gerais, cuja memória deve seguir viva entre torcedores, ex-companheiros de equipe e comunidades esportivas que acompanharam sua trajetória ao longo de décadas.


