O Internacional apresentou oficialmente o meio-campista Calebe como seu novo reforço. Em sua primeira declaração como jogador do Colorado, Calebe ressaltou a importância da formação que teve no Atlético Mineiro, onde chegou ao profissional sob o comando de Jorge Sampaoli, lembrando que aquele time era considerado o mais intenso da temporada 2020. “O meu primeiro treinador foi o Sampaoli, ele que me subiu no Atlético, que era o time mais intenso do ano (2020). Ele pedia muita entrega durante os 90 minutos”, disse o atleta em coletiva realizada na sala de imprensa do Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, ao lado de representantes do clube.
Ao detalhar a sua trajetória, Calebe apontou outras referências que moldaram seu perfil de jogador de meio-campo. “Me aprimorei bastante com o Sampaoli, depois tive outros treinadores que pediam intensidade, como o Vojvoda no Fortaleza e o Chacho Coudet, ex-Inter também, que acabou me levando para a Europa, onde tem muita intensidade”, completou o atleta, que reforçou o pensamento de que o ritmo imposto pelos treinadores sempre foi um denominador comum em sua carreira.
Calebe chegou ao Inter após passagem pelo Alavés, da Espanha, clube que o recrutou quando Eduardo Coudet dirigia a equipe basca. O treinador argentino, por sua vez, já teve passagens relevantes no futebol brasileiro, inclusive no Inter e no Atlético Mineiro, fortalecendo a relação entre as duas etapas da carreira do volante. O contexto de Coudet, um técnico com atuação reconhecida pela intensidade e pelo estilo propositivo, reforça a leitura de que o Inter buscou no jogador um encaixe de perfil para seus objetivos táticos.
O remate da apresentação também enfocou a situação contratual de Calebe: o meio-campista está emprestado ao Inter até o final de 2027, oferecendo ao clube gaúcho uma opção de planejamento a médio prazo para o meio de campo. Durante o período em que atuou pelo Atlético, Calebe disputou 65 partidas, marcou dois gols e forneceu seis assistências. Em campo, o Galo registrou 43 vitórias, 10 empates e 12 derrotas com o meia em seu elenco, números que ajudam a contextualizar o papel que ele desempenhou na equipe mineira nas últimas temporadas.
No histórico de conquistas, Calebe integrou o grupo campeão da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro de 2021 pelo Atlético. Naquela época, de acordo com o que o próprio atleta relembra, Cuca havia assumido a função de Sampaoli no banco de reservas, marcando uma fase de transição que acabou contribuindo para o acúmulo de títulos naquele período. A valorização dessas referências ajuda a entender a filosofia de jogo que o Inter espera ter com o novo atleta.
Sobre a possibilidade de estrear, a assessoria do Inter informou que, se registrado a tempo no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Calebe poderá atuar diante do Flamengo na próxima quarta-feira, dia 29, às 19h30 (horário de Brasília). O duelo, válido pela Série A, está marcado para o Beira-Rio, em Porto Alegre, e representa um teste importante para o time gaúcho, que figura na 16ª posição da competição com 21 pontos, empatado com o Vasco, que ocupa a 17ª colocação. A distância para sair da zona de rebaixamento é pequena, o que torna o confronto ainda mais significativo para a sequência da temporada.
“Demorou um pouco, mas as coisas aconteceram da maneira que tinha que acontecer. Sabemos dos objetivos e da situação do clube. Mas eu, ao lado da minha esposa, estarei focado no objetivo de virar essa chave. Tenho a certeza e a convicção de que vamos conseguir. Vou dar o melhor dentro de campo”, declarou Calebe, entregando uma mensagem de confiança e compromisso com o novo ciclo no Inter. A postura do jogador, que chega com a expectativa de imediato impacto, reflete o restante da equipe e a diretoria na busca por reagrupar forças para evitar aproximação de uma zona de risco na tabela.
O Inter, que segue analisando o elenco e articulando reforços para a temporada, confia na soma de identidade que Calebe traz de sua passagem por equipes com estilos de jogo de alta intensidade. A expectativa é de que o volante aporte ao time com condições de contribuir tanto na transição quanto na construção ofensiva, áreas onde o clube tem buscado equilíbrio para rentabilizar o talento de seus jogadores no confronto pela Série A.


