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Dólar registra queda no pregão, mas acumula alta na semana diante de incertezas econômicas e políticas

Dólar registra queda no pregão, mas acumula alta na semana diante de incertezas econômicas e políticas

O dólar comercial fechou a sexta-feira, 25 de setembro, com uma leve queda de 0,23%, cotado a R$ 5,18, após uma semana de alta de 0,73%. Apesar da redução na sessão, a moeda americana manteve uma trajetória de valorização ao longo dos últimos dias, influenciada por fatores internos e externos que têm impactado o mercado cambial brasileiro. O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), o Ibovespa, recuou 0,27%, encerrando o dia aos 183.4 mil pontos, acumulando uma baixa semanal de aproximadamente 0,95%.

O cenário econômico no Brasil permanece marcado por tensões relacionadas ao processo eleitoral e às expectativas de aumento da taxa básica de juros nos Estados Unidos. Os investidores continuam atentos às movimentações políticas internas, que geram incertezas quanto ao andamento da economia brasileira, além das perspectivas de política monetária americana, que afetam diretamente o fluxo de capitais internacionais. A elevação dos rendimentos dos títulos públicos dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries, tem reduzido a atratividade de ativos de risco, como ações e moedas emergentes, incluindo o real.

Na sessão desta sexta-feira, uma notícia positiva foi a redução do preço do petróleo, que vinha registrando duas altas consecutivas. A queda ocorreu após a retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, com sinais de avanços na busca por um acordo. Segundo informações divulgadas, Teerã teria apresentado uma proposta para liberar o Estreito de Ormuz em uma semana, condicionada ao atendimento de certas contrapartidas, entre elas a liberação de ativos congelados, o fim do bloqueio naval imposto ao país e a implementação de um cessar-fogo amplo, incluindo o Líbano. Apesar de os termos ainda serem considerados amplos e de o impasse sobre a questão nuclear persiste, os contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, caíram 2,14%, fechando a US$ 104,32 por barril. O WTI, padrão de referência para o mercado norte-americano, também apresentou queda de 2,33%, cotado a US$ 92,41 para novembro.

Indicadores internos e o impacto na inflação

Internamente, os investidores acompanharam a divulgação do IPCA-15 de setembro, que apresentou uma alta de 0,70%, acima da mediana das projeções do mercado, que era de 0,55%. A surpresa na inflação veio principalmente de itens considerados mais voláteis, o que elevou as preocupações com o ritmo de aumento dos preços ao consumidor. O dado reforça as expectativas de que o Banco Central possa manter ou elevar a taxa de juros para conter a inflação, influenciando o cenário econômico e o câmbio nacional.

Assim, o comportamento do dólar nesta semana reflete o ambiente de incertezas que permeia o mercado global e doméstico, marcado por fatores políticos, econômicos e geopolíticos. A combinação de tensões eleitorais, a expectativa de aumento dos juros nos Estados Unidos e as negociações internacionais sobre o petróleo contribuem para a volatilidade da moeda americana, que, apesar de recuar no dia, mantém uma trajetória de alta na semana. O mercado permanece atento às próximas movimentações, que podem definir o rumo do câmbio e dos ativos brasileiros nos próximos meses.

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