Raquel Pacheco, conhecida como Bruna Surfistinha, anunciou que a sequência do filme inspirado em sua vida, lançado em 2011, trará uma narrativa ainda mais polêmica, explorando aspectos que não foram abordados no primeiro longa. Com estreia prevista para 2027, a nova produção contará novamente com Deborah Secco no papel principal e se concentrará na vida de Raquel após sua saída da prostituição.
A ex-garota de programa, que atualmente produz conteúdo adulto para plataformas digitais, compartilhou suas expectativas sobre a nova obra em entrevista ao colunista Lucas Pasin, do Metrópoles. Raquel acredita que a continuação terá um impacto significativo sobre o público, uma vez que retratará sua vida após abandonar a profissão. “O segundo filme causará ainda mais impacto às pessoas que assistirem, pois será uma continuação priorizando a minha fase após a prostituição, com acontecimentos que ninguém imagina”, destacou.
O primeiro filme “Bruna Surfistinha” acompanhou a trajetória de Raquel desde a sua saída da casa dos pais até o início de sua carreira como garota de programa. Na época de seu lançamento, a produção arrecadou R$ 4,2 milhões e atraiu mais de 400 mil espectadores apenas no final de semana de estreia. A obra foi marcada por sua abordagem franca sobre a vida de uma jovem em busca de liberdade e autoconhecimento, o que gerou discussões sobre sexualidade e autonomia feminina.
Com a proximidade do lançamento da sequência, Raquel expressou sua surpresa e alegria ao saber que a história teria uma continuação. “Quando soube que haveria a continuação e que a Deborah já havia topado fazer acontecer, fiquei muito feliz! Nunca imaginei que isso seria possível, pois eu já estava com o sentimento de ‘zerei a vida’ com o primeiro filme”, revelou ao jornal. Essa declaração evidencia a importância do primeiro longa em sua vida e a expectativa em relação ao que está por vir.
Além disso, Bruna Surfistinha afirmou que o novo filme trará à tona histórias de sua vida que ela havia decidido manter em segredo até o momento. “O segundo filme mostrará situações sobre a minha vida que nunca expus ao público, mas resolvi contar aos roteiristas por saber que muitas pessoas vão se identificar comigo”, disse, reforçando a intenção de criar uma conexão com o público por meio de suas experiências pessoais.
Raquel também compartilhou sua emoção ao ler o roteiro da nova produção, afirmando que a sensação foi ainda mais intensa do que a que teve ao ler o roteiro do primeiro filme. “Minha emoção ao ler o roteiro pronto foi bem maior do que senti quando li o do primeiro filme”, comparou, o que demonstra a relevância e o impacto emocional que a nova narrativa terá para ela.
Por fim, a criadora de conteúdo celebrou a notoriedade que sua história alcançou ao ser adaptada para o cinema. “Sem imaginar ou planejar, acabei me tornando a primeira pessoa no Brasil com dois filmes baseados na trajetória da própria vida”, declarou, refletindo sobre a singularidade de sua experiência e o reconhecimento que vem conquistando ao longo dos anos.


