Um homem de 33 anos só descobriu que tinha um canudo de plástico preso na cavidade do olho direito após aproximadamente um ano e meio de ter sofrido um acidente envolvendo um bolo de aniversário. O caso, que chamou a atenção na comunidade médica, foi divulgado na revista científica International Journal of Surgery Case Reports em 2025. A identidade do paciente não foi revelada.
Segundo relato do próprio homem, o incidente ocorreu durante uma comemoração de aniversário, quando ele bateu o rosto em um bolo decorado. Na ocasião, percebeu apenas um corte superficial no olho, recebeu pontos em um hospital local e teve sua visão preservada. Apesar do episódio, ele não apresentou sintomas de complicações e não suspeitou de qualquer objeto estranho na região. Foi somente quando notou uma saída de plástico azul da parte superior da pálpebra que decidiu buscar atendimento médico novamente.
Após a consulta, os profissionais de saúde realizaram exames de imagem, incluindo uma tomografia computadorizada, que confirmou a presença de um canudo de aproximadamente três centímetros de comprimento alojado na cavidade ocular. A descoberta revelou que o objeto, de material plástico, passou despercebido por tanto tempo devido à sua composição, que causou pouca inflamação na área. Essa característica foi fundamental para que o corpo não reagisse de forma mais agressiva, o que poderia ter agravado o quadro do paciente.
A remoção do canudo exigiu uma intervenção cirúrgica delicada, realizada por uma equipe especializada em oftalmologia. O procedimento buscou extrair o objeto sem causar danos à estrutura ocular ou comprometer a visão do paciente. Após a cirurgia, o homem permaneceu sob acompanhamento médico, e após 12 semanas, já apresentava recuperação completa, sem sequelas ou prejuízos visuais.
De acordo com os especialistas envolvidos no caso, o plástico, diferentemente de materiais como madeira ou metal, tende a provocar menos inflamação e, por isso, muitas vezes passa despercebido em exames iniciais. O episódio evidencia a importância de uma avaliação minuciosa em casos de acidentes envolvendo objetos estranhos na região ocular, mesmo quando os sintomas parecem superficiais ou de baixa gravidade.
O caso reforça a necessidade de atenção contínua após acidentes que envolvem o rosto e objetos estranhos, além de ilustrar a relevância do uso de exames de imagem para detectar corpos estranhos de difícil identificação. A experiência também traz uma reflexão sobre a vulnerabilidade do corpo humano a objetos pequenos e invisíveis, que podem permanecer no organismo por longos períodos sem causar sintomas evidentes, até que uma complicação ou uma descoberta inesperada leve à sua remoção.


