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Banco Central revisa para baixo previsão de crescimento do PIB para 2026 e 2027

Banco Central revisa para baixo previsão de crescimento do PIB para 2026 e 2027

O Banco Central divulgou nesta quinta-feira, 25 de setembro, o Relatório de Política Monetária (RPM), documento que traz as projeções econômicas do país até 2028. Entre as principais atualizações, a autoridade monetária reduziu a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, passando de 2% para 1,8%. Para o ano seguinte, 2027, a expectativa de expansão do PIB também foi revista, passando de 1,4% para uma taxa que não foi explicitamente atualizada na matéria, mas que indica uma tendência de desaceleração.

A revisão das projeções ocorre em um contexto de inflação controlada, porém acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, acumulou 4,22% nos últimos 12 meses encerrados em agosto, valor que permanece acima do teto da meta de 4,5%. A meta de inflação para 2026 é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que coloca o índice no limite superior do intervalo permitido.

O cenário de crescimento do PIB, por sua vez, também é avaliado por outras instituições. Segundo o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto do Brasil em 2026 foi ajustada de 1,89% para 1,88%, refletindo uma leve redução na expectativa de expansão econômica do país. Em 2025, o PIB brasileiro fechou com uma alta de 2,3%, de acordo com dados do IBGE, embora o governo federal tenha revisado sua estimativa de crescimento de 2,3% para 2% na última terça-feira, 23 de setembro.

Além disso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou suas projeções para o crescimento do PIB brasileiro na sua mais recente atualização, feita em 8 de julho. A previsão do FMI passou de 1,9%, estimada em abril, para 2,4%, indicando uma expectativa de recuperação econômica mais robusta, embora essa previsão ainda seja superior às estimativas do Banco Central para 2026.

Essas revisões refletem a incerteza que permeia o cenário econômico nacional, influenciada por fatores internos e externos, como a inflação, a política fiscal e o ambiente internacional. O Banco Central, ao ajustar suas projeções, sinaliza uma expectativa de desaceleração do crescimento econômico nos próximos anos, o que pode impactar decisões de investimento e políticas econômicas futuras. A divulgação do RPM reforça a atenção do mercado e dos formuladores de políticas às condições econômicas atuais e às perspectivas de médio prazo.

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