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Avião da Polícia Militar que caiu em Minas era utilizado no transporte de órgãos para transplantes

Avião da Polícia Militar que caiu em Minas era utilizado no transporte de órgãos para transplantes

Um acidente aéreo ocorrido na tarde desta sexta-feira nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, no município de Santana do Paraíso, resultou na morte de três oficiais da Polícia Militar de Minas Gerais. A aeronave, um avião de pequeno porte que estava em operação regular, tinha como finalidade principal facilitar o transporte de órgãos para transplantes no estado, além de atender às atividades policiais. O avião, que tinha sua manutenção em dia, realizava um voo de rechecagem — procedimento obrigatório para a renovação da habilitação dos pilotos — quando ocorreu a tragédia.

A aeronave saiu da pista da Pampulha, em Belo Horizonte, com destino ao aeroporto de Santana do Paraíso, mas caiu nas imediações do local durante o retorno. As vítimas fatais do acidente foram as tenentes Alice Santos Oliveira Almeida, de 34 anos, e Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, de 35 anos, além do tenente-coronel Luís Fernando Silvestre, de 49 anos. Todos estavam envolvidos na operação de rechecagem de habilitação, atividade rotineira na rotina de treinamento e certificação dos pilotos da corporação.

Segundo informações do coronel Flávio Santiago, diretor de jornalismo da Polícia Militar de Minas Gerais, a aeronave havia passado por uma recente manutenção, incluindo a substituição de equipamentos, para garantir sua adequação às atividades policiais e ao transporte de órgãos. O voo tinha como objetivo a revalidação das habilitações das tenentes Alice e Gabriela, que possuíam aproximadamente 300 horas de voo cada uma. O comandante do voo, o tenente-coronel Silvestre, era considerado um dos instrutores mais experientes da corporação, acumulando mais de 5 mil horas de voo ao longo de sua carreira.

O planejamento do voo previa o retorno à capital mineira após a atividade de rechecagem, mas, infelizmente, a aeronave caiu próximo à cabeceira da pista do aeroporto de Santana do Paraíso. Ainda não há informações conclusivas sobre as causas do acidente, que serão apuradas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). A Polícia Militar de Minas Gerais manifestou pesar pelo ocorrido e comunicou que as famílias das vítimas estão recebendo apoio psicológico por meio de uma força-tarefa especializada, em sinal de solidariedade e assistência às famílias enlutadas.

Este acidente evidencia a importância do transporte aéreo na logística de saúde pública, especialmente na transferência de órgãos para transplantes, uma atividade de alta complexidade e que exige alto padrão de segurança operacional. As vítimas, profissionais altamente experientes, dedicaram suas carreiras ao serviço público e à segurança da população mineira. As investigações do Cenipa deverão esclarecer os fatores que contribuíram para a tragédia, buscando prevenir futuras ocorrências similares.

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