Correio Divinopolitano

Divinópolis confirma 2.076 casos de dengue em 2026, quatro mortes e um óbito em investigação, aponta boletim da Saúde Municipal

Divinópolis confirma 2.076 casos de dengue em 2026, quatro mortes e um óbito em investigação, aponta boletim da Saúde Municipal

Divinópolis registrou 4.359 notificações de dengue em 2026, conforme levantamento divulgado pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde. O boletim, cuja amostra foi extraída em 24 de julho, aponta que 2.076 desses casos já foram confirmados pela doença, enquanto o total de hospitalizações chega a 269. O documento também indica quatro mortes confirmadas pela dengue e um óbito que permanece em investigação. Os números são preliminares e podem sofrer alterações à medida que avançam as análises epidemiológicas e os resultados laboratoriais.

A dengue continua concentrando a maior parte das arboviroses registradas no município. A chikungunya aparece como segunda no ranking de ocorrências, com 38 notificações, sete confirmações e cinco internações em 2026. Não há registro de óbitos relacionados a essa doença, e não foram notificados, confirmados, hospitalizados ou mortos por Zika vírus no período avaliado. Esses dados reforçam a necessidade de monitoramento contínuo e de medidas de prevenção para reduzir a transmissão de arbovírus na cidade.

A classificação apresentada no boletim municipal traz um panorama mais detalhado da situação: são 2.199 registros de dengue, com 39 casos que apresentaram sinais de alarme e 4 ocorrências classificadas como dengue grave. Além disso, 2.033 casos foram descartados e 84 permaneciam em aberto no momento da extração dos dados. Embora o total informado na classificação difira do número de casos confirmados anunciado no início do documento, ambos constam no balanço da Secretaria Municipal de Saúde. A diferença entre esses números pode decorre de critérios de classificação distintos e de o estágio de encerramento dos registros nos sistemas epidemiológicos.

No aspecto demográfico, a maior parte das notificações de dengue envolve pessoas entre 20 e 29 anos, com 841 registros nessa faixa etária. Em seguida aparecem indivíduos entre 30 e 39 anos (765 notificações) e entre 40 e 49 anos (686 casos). Entre pessoas com 60 anos ou mais, o município somou 606 notificações. Entre adolescentes e crianças, o relatório aponta 335 ocorrências na faixa de 15 a 19 anos, 262 entre 10 e 14 anos e 189 entre 5 e 9 anos. Ainda, foram notificados 163 casos entre crianças de 1 a 4 anos e 16 notificações entre bebês com menos de um ano. Esses números ajudam a delinear o perfil etário atingido pela dengue em Diverópolis no período analisado.

Quanto ao sexo, o boletim indica que as mulheres representam a maioria das notificações, com 2.426 registros (55,65% do total). Entre os homens, foram registradas 1.933 ocorrências, correspondentes a 44,35%.

Em termos de localização, o Centro é o bairro com maior número de notificações de dengue, totalizando 295 registros. Na sequência, aparecem São José, Catalão, Planalto, Belvedere, Tietê e São Roque, demonstrando uma distribuição ampla dos casos por diferentes regiões da cidade.

Os resultados de laboratório também integram o balanço. Na sorologia para dengue, 437 análises foram negativas (68,5%), enquanto 196 apresentaram resultado positivo (30,72%). Já na pesquisa para o antígeno NS1, foram registrados 1.359 resultados negativos e 1.036 positivos.

No que se refere à chikungunya, o município registrou 38 notificações, com sete casos confirmados e cinco hospitalizações em 2026, sem mortes associadas à doença. Em relação ao Zika vírus, não houve notificações, confirmações, hospitalizações ou óbitos no período avaliado.

A Prefeitura observa que os números apresentados referem-se aos dados retirados dos sistemas de acompanhamento em 24 de julho de 2026 e estão sujeitos a alterações. Mudanças podem ocorrer após a conclusão de exames laboratoriais, encerramento de investigações, descarte de casos suspeitos e atualização das informações inseridas pelas unidades de saúde municipais.

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