Correio Divinopolitano

Lula critica uso de bandeira dos EUA em ato político e reforça defesa da soberania brasileira

Lula critica uso de bandeira dos EUA em ato político e reforça defesa da soberania brasileira

Durante o primeiro ato do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado nesta sexta-feira (9 de outubro) em Ceilândia, na região administrativa do Distrito Federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma crítica contundente ao uso da bandeira dos Estados Unidos em manifestações políticas, afirmando que “aqui ninguém tasca”. A manifestação, que contou com a participação de apoiadores e aliados da esquerda, também contou com a presença do candidato ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT), que disputa o segundo turno contra a atual governadora, Celina Leão (PP).

O ato de campanha teve início por volta das 8 horas na frente da Feira de Ceilândia, seguindo uma caminhada pela Avenida Hélio Prates. Lula destacou que a manifestação representava uma oposição clara entre os apoiadores do Brasil soberano e aqueles que, segundo ele, desejam a exploração das riquezas nacionais por interesses estrangeiros. “Essa é a passeata dos que amam a bandeira verde e amarela do Brasil, contra aqueles que amam a bandeira americana”, afirmou Lula, reforçando sua posição de defesa da soberania brasileira. Ele acrescentou que “o Brasil e a riqueza do Brasil é do povo brasileiro. Aqui ninguém tasca”, numa declaração que reforça sua postura de resistência às influências externas na política e na economia do país.

A crítica de Lula à presença da bandeira americana em manifestações políticas ocorre em um momento de forte polarização eleitoral e de debates sobre a influência de interesses estrangeiros na política brasileira. O presidente também destacou que a disputa eleitoral envolve questões de soberania, com uma parte da população defendendo a autonomia do Brasil frente às potências estrangeiras, enquanto outros supostamente apoiariam interesses externos, especialmente dos Estados Unidos.

O evento em Ceilândia também contou com a presença de figuras políticas de destaque, como o senador Flávio Bolsonaro (PL), que, junto com Lula, figura entre os principais nomes a definir o resultado da eleição presidencial de 2026. Com 100% das urnas apuradas até o momento, o levantamento oficial aponta que Flávio Bolsonaro recebeu 56,1 milhões de votos, o que corresponde a 47,03% do total, enquanto Lula obteve 53,8 milhões de votos, ou 45,16%. Esses números indicam uma disputa acirrada, com o segundo turno marcado para o próximo dia 25 de outubro, quando os eleitores decidirão quem governará o país pelos próximos quatro anos.

A participação de Lula nesta manifestação reforça sua estratégia de mobilizar a base de apoiadores em torno de temas ligados à soberania nacional e ao combate às influências externas na política brasileira. O ato em Ceilândia, uma das regiões mais populosas e politicamente ativas do Distrito Federal, serviu como palco para reforçar a narrativa do petista de que o Brasil deve manter seu controle sobre suas riquezas e sua autonomia frente a interesses estrangeiros, especialmente os dos Estados Unidos.

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