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TST suspende julgamento de dissídio dos Correios e greve permanece em andamento

TST suspende julgamento de dissídio dos Correios e greve permanece em andamento

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu suspender, nesta segunda-feira (21/9), a conclusão do julgamento referente ao dissídio coletivo dos trabalhadores dos Correios, o que mantém a greve da estatal em todo o país. A medida foi tomada pelo ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, presidente do tribunal, após a apresentação de documentos pelos Correios solicitando a declaração de abusividade da paralisação. Caso essa solicitação seja aceita, as entidades representativas dos trabalhadores podem ser multadas em até R$ 200 mil.

A suspensão do julgamento impede que a decisão seja concluída na sessão agendada para a tarde desta segunda-feira. Um novo encontro foi marcado para às 15h30 de quinta-feira (24/9), quando o tribunal retomará a análise do caso. Apesar da greve, uma liminar do próprio TST já garantia que pelo menos 80% do efetivo dos Correios permanecessem em operação em todas as unidades, incluindo áreas de atendimento, transporte e distribuição, buscando assegurar a continuidade dos serviços essenciais.

O principal ponto de discórdia entre os trabalhadores e a empresa refere-se ao plano de saúde oferecido aos funcionários, aposentados e seus dependentes. Os trabalhadores reivindicam a manutenção do modelo atual do benefício, considerado fundamental para a categoria. Essa questão tem sido o foco central das negociações e motiva a paralisação, que já dura vários dias e impacta o funcionamento dos serviços postais em todo o território nacional.

Durante a sessão do TST, a ministra relatora, desembargadora Maria de Nazaré Medeiros Rocha, apresentou seu parecer, confirmando a data-base da categoria, que é o período de reajuste salarial, além de afirmar a não abusividade da greve. Ela também determinou que os trabalhadores retornassem às suas funções nesta terça-feira (22/9), com a expectativa de que, caso haja acordo entre as partes na audiência, a paralisação possa ser encerrada de forma consensual.

No entanto, a decisão de interromper o julgamento ocorreu após o envio de novos documentos pelos Correios. O ministro Vieira de Mello Filho optou por suspender temporariamente a sessão para que os advogados das federações e confederações de trabalhadores pudessem analisar as informações adicionais apresentadas pela estatal. Essa medida visa garantir uma análise mais aprofundada do caso antes de uma decisão final.

Em nota divulgada à imprensa, os Correios afirmaram que vêm adotando medidas para assegurar a continuidade dos serviços e minimizar os impactos da greve aos clientes. Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço nas atividades operacionais e estratégias logísticas específicas para manter a regularidade das entregas em todo o país, mesmo diante do movimento de paralisação dos seus funcionários.

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