Correio Divinopolitano

Pesquisa aponta que 80% dos brasileiros percebem aumento na violência nos últimos dois anos

Pesquisa aponta que 80% dos brasileiros percebem aumento na violência nos últimos dois anos

Uma pesquisa nacional realizada pela Quaest em parceria com a Pax revelou que oito em cada dez brasileiros acreditam que a violência aumentou no país nos últimos dois anos. O estudo, divulgado nesta sexta-feira (18 de setembro), aponta que 28% dos entrevistados consideram a violência o principal problema enfrentado pelo Brasil atualmente, superando outros desafios como corrupção, economia, saúde, desemprego e educação.

A pesquisa foi conduzida entre os dias 12 e 15 de setembro, com uma amostra de 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, entrevistados presencialmente em diferentes regiões do país. Com uma margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, o levantamento reflete a percepção da população sobre a segurança pública e a evolução da criminalidade no período recente.

De acordo com os dados, 73% dos entrevistados avaliam que tanto a quantidade quanto a violência dos crimes aumentaram nos últimos dois anos. Além disso, 70% afirmam que esse aumento foi expressivo, enquanto 9% perceberam um crescimento, mas de forma moderada. A percepção de que a violência se intensificou é compartilhada por uma maioria significativa da população, indicando um sentimento de insegurança que permeia o cotidiano dos brasileiros.

O levantamento também revela que a maioria dos entrevistados, cerca de 67%, apoia a implementação de punições mais severas para crimes. Essa postura reflete uma demanda por maior rigor na aplicação da lei, em meio ao aumento percebido na criminalidade. Quando questionados sobre a frequência de crimes, 73% dos participantes disseram que os delitos aumentaram tanto em quantidade quanto em intensidade, reforçando a preocupação com a segurança pública.

Em relação às prioridades de governo, a violência lidera a lista de problemas, superando a corrupção, que foi citada por 22% dos entrevistados, seguida pela economia (19%), saúde (15%), desemprego (5%) e educação (5%). Esses números demonstram o peso que a segurança pública tem na percepção social e na agenda de prioridades nacionais.

A pesquisa também abordou a percepção dos brasileiros sobre o uso de tecnologia na segurança pública. Segundo Guilherme Russo, diretor de Inteligência em Opinião da Quaest, os resultados indicam uma preocupação crescente com a segurança e uma abertura para a adoção de novas ferramentas tecnológicas no combate à criminalidade. Russo destacou que o estudo evidencia o desejo da população por soluções inovadoras, como o uso de inteligência artificial e sistemas integrados de vigilância.

A Pax, plataforma de inteligência artificial voltada para segurança pública e investigação policial, foi mencionada na pesquisa como uma ferramenta que integra dados de registros de ocorrências, mandados de prisão e imagens de câmeras de segurança, oferecendo suporte às forças de segurança na investigação e na resolução de crimes. A adoção de tecnologias desse tipo é vista como uma estratégia para enfrentar o aumento da violência, que, segundo a percepção popular, exige respostas mais eficazes e modernas por parte do Estado.

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