Correio Divinopolitano

Minas Gerais tem alerta para tempestades com ventos de até 60 km/h, raios e granizo

Minas Gerais tem alerta para tempestades com ventos de até 60 km/h, raios e granizo

Minas Gerais está sob alerta para a ocorrência de novas tempestades até o fim desta semana. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), algumas regiões podem registrar chuva intensa acompanhada de ventos entre 40 e 60 km/h, raios e possibilidade de granizo. O instituto recomenda que a população acompanhe os avisos enviados pela Defesa Civil por mensagem de texto, já que as condições para formação de temporais podem mudar em poucas horas.

O alerta abrange municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, região Central, Zona da Mata, Vale do Aço, Sul de Minas, Campo das Vertentes, Jequitinhonha, Noroeste e Norte do estado. A orientação é para que os moradores dessas áreas mantenham atenção redobrada diante da possibilidade de chuva forte, rajadas de vento e descargas elétricas.

Belo Horizonte também está incluída na área de atenção. A capital registrou chuva intensa durante o feriado, com 231 raios contabilizados. O fenômeno provocou interrupções no fornecimento de energia elétrica e deixou aproximadamente 400 consumidores sem luz.

Na terça-feira, Belo Horizonte e pelo menos outras 597 cidades mineiras estavam sob aviso de tempestade emitido pelo Inmet. O alerta tinha validade até as 23h59. Segundo o instituto, a previsão indicava acumulados de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros ao longo do dia, além de ventos intensos e possibilidade de queda de granizo.

Entre os impactos previstos estão cortes no fornecimento de energia elétrica, danos a plantações, queda de galhos e árvores e alagamentos. A intensidade dos temporais pode variar de uma cidade para outra, por isso o acompanhamento dos comunicados oficiais é recomendado ao longo do dia.

Condições atmosféricas favorecem a formação de temporais

O meteorologista do Inmet Lizandro Gemiacki explica que as chuvas atuais são resultado da combinação de diferentes fatores atmosféricos. Nesta época do ano, o aquecimento durante o dia começa a ficar mais intenso, enquanto as ilhas de calor das áreas urbanas e o fluxo de ar sobre as cadeias de montanhas contribuem para o desenvolvimento de nuvens carregadas.

“O aquecimento diurno começa a ser mais intenso nesta época do ano, nós já nos encaminhamos para a metade da primavera. Junte isso ao aquecimento das ilhas de calor e o fluxo de ar sobre as cadeias de montanhas”, afirmou o meteorologista.

Historicamente, novembro está entre os meses mais chuvosos do ano em Minas Gerais. Além dessas características sazonais, o estado sofre a influência de um “cavado atmosférico”, sistema associado a uma corrente de vento que favorece a formação de nuvens de tempestade.

“Há um cavado na região Centro-Oeste do país que se estende até o litoral do Sudeste”, acrescentou Lizandro Gemiacki.

Defesa Civil mantém alerta sobre possível El Niño intenso

Também continua em vigor o alerta divulgado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) no fim do mês passado. O comunicado aponta que Minas Gerais pode enfrentar um El Niño de intensidade excepcional, com mais de 90% de probabilidade de o fenômeno alcançar a classificação de “super forte”.

Apesar da previsão, a influência do fenômeno climático sobre a ocorrência de tempestades deve se intensificar principalmente entre o fim da primavera e o início do verão de 2026/2027. No período atual, conforme o Inmet, as chuvas fortes estão relacionadas à combinação do aquecimento diurno, das ilhas de calor, do relevo e da atuação do cavado atmosférico.

Medida da chuva é expressa em milímetros

Segundo os padrões da Organização Meteorológica Mundial (OMM), a precipitação é medida em milímetros. A unidade foi adotada por uma razão prática: cada milímetro de chuva equivale a um litro de água distribuído sobre uma área de um metro quadrado.

Assim, uma precipitação de 10 milímetros representa 10 litros de água acumulados em uma superfície plana de um metro quadrado. A mesma relação é utilizada nas previsões meteorológicas e nos relatórios sobre os volumes registrados durante os temporais.

Entre os conteúdos relacionados ao período de chuvas está o registro da queda de uma árvore centenária sobre cinco casas em uma comunidade quilombola de Belo Horizonte.

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *