A Prefeitura de Belo Horizonte autorizou o início das obras emergenciais no trecho conhecido como Corte de Pedra, no bairro Jardim Vitória, na região Nordeste da capital. Interditado desde março por causa do risco de deslizamento, o local deverá receber investimentos de aproximadamente R$ 3,8 milhões. A previsão é que os trabalhos sejam concluídos no primeiro semestre de 2027.
A ordem de serviço que permite a execução da intervenção foi assinada, mas a empresa contratada para realizar os trabalhos não foi informada. Conforme o documento, a primeira etapa será dedicada à contenção do trecho, medida considerada prioritária diante das condições de instabilidade identificadas no local.
Depois da contenção, estão previstas ações de demolição, remoção de materiais e movimentação de terra. O projeto também inclui a implantação de sistemas de drenagem profunda e superficial, além da construção de muretas de proteção e da instalação de cobertura vegetal.
A área permanece sob monitoramento da Defesa Civil desde a interdição. O acompanhamento ocorre devido à possibilidade de agravamento da situação, especialmente durante o período chuvoso. A contratação emergencial foi feita justamente em razão desse cenário e da necessidade de adoção de medidas para reduzir os riscos no trecho.
Segundo José Luiz e Silva, subsecretário da Subsecretaria Municipal de Zeladoria Urbana (Suzurb), a prioridade da administração municipal é garantir a segurança da população e recuperar as condições de circulação no local.
“Nossa prioridade é executar as intervenções necessárias para garantir a segurança das pessoas e restabelecer as condições adequadas de circulação no local”, afirmou o subsecretário.
Trecho apresentava lama, descarte irregular e escoamento de esgoto
Há cerca de um mês, a equipe do Hoje em Dia esteve no Corte de Pedra e encontrou o trecho tomado por um lamaçal. Além dos efeitos provocados pelo acúmulo de lama, havia grande quantidade de materiais descartados de forma irregular na área.
O local também registrava escoamento de esgoto, situação que se somava às condições de umidade e à presença de resíduos. O cenário foi apontado como um fator de preocupação durante o período de chuvas, quando o terreno poderia apresentar novas dificuldades e aumentar os riscos já identificados.
Na ocasião, o agente de combate a endemias Luiz Marcelo, de 47 anos, alertou ainda para a possibilidade de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Segundo ele, a combinação entre chuva, períodos de sol, sujeira e descarte irregular de materiais deixava o trecho propício à formação de condições favoráveis ao mosquito.
“Está bem propício à dengue, como é um período preocupante, que chove e dá sol. Muita sujeira, muito descarte de materiais”, declarou o agente.
Com a execução das obras, a expectativa é que sejam realizadas as intervenções estruturais previstas no contrato, incluindo as medidas de contenção, drenagem e proteção do terreno. Até a conclusão dos serviços, o trecho seguirá interditado e monitorado pela Defesa Civil.
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Com informações da PBH.


