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Inflação pelo IPCA-15 de outubro é impulsionada por alta nos preços de alimentos e bebidas

Inflação pelo IPCA-15 de outubro é impulsionada por alta nos preços de alimentos e bebidas

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), indicador que funciona como uma prévia da inflação oficial no Brasil, registrou uma alta de 0,32% em outubro de 2023, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, dia 23. O levantamento revelou que, entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, apenas o segmento de habitação apresentou queda no período, enquanto os demais contribuíram para o aumento do índice, especialmente alimentação e bebidas, que teve um impacto significativo na inflação mensal.

O destaque do mês ficou por conta do aumento nos preços de alimentos e bebidas, que aceleraram para 0,88%, mais que o dobro da variação registrada em setembro, quando a alta foi de 0,40%. Este grupo foi responsável por 0,19 ponto percentual (p.p.) do resultado total da inflação de outubro, consolidando-se como principal fator de pressão inflacionária no período. Dentro de alimentação e bebidas, o subgrupo de alimentação no domicílio apresentou uma elevação de 1,01%, comparado a 0,38% em setembro, refletindo uma aceleração significativa nos custos de itens essenciais para o consumo doméstico.

Entre as principais altas de preços no segmento de alimentos, destacam-se produtos como carnes, que tiveram aumento, enquanto alguns itens também apresentaram redução de preços, como a cenoura (-10,67%), as frutas (-1,37%) e o café moído (-1,16%). Essas variações indicam uma certa volatilidade no mercado de alimentos, influenciada por fatores sazonais, de oferta e demanda, além de questões logísticas.

Outro grupo que contribuiu de forma relevante para o aumento da inflação foi o de despesas pessoais, que apresentou alta de 0,55%, impactando 0,06 p.p. no índice geral. Nesse segmento, os principais responsáveis pelo aumento foram os setores de entretenimento e lazer, incluindo cinema, teatro e concertos, que tiveram uma alta de 4,30%, além do pacote turístico, que subiu 2,18%, e o custo do empregado doméstico, com alta de 0,62%.

No que diz respeito à variação dos preços por grupos, o IBGE apontou que, de um total de nove categorias analisadas, apenas o grupo de habitação apresentou recuo, de 0,10%. Nesse segmento, a energia elétrica foi destaque, tendo passado de uma alta de 7,42% em setembro para uma redução de 0,89% em outubro. Essa mudança foi atribuída à aplicação da bandeira tarifária verde, que não adiciona custos extras na conta de luz, ao contrário da bandeira amarela, vigente em setembro, que acrescentava R$ 1,885 por cada 100 kWh consumidos.

No acumulado de 12 meses, a inflação medida pelo IPCA-15 atingiu 4,62%, indicando uma persistente pressão de preços no país. Já no período de janeiro a outubro de 2023, o índice acumulado foi de 4,15%, demonstrando uma trajetória de alta moderada, mas contínua, dos preços ao consumidor. Esses dados reforçam a importância de monitorar de perto os fatores que influenciam a inflação, sobretudo os relacionados ao setor de alimentos, que tem impacto direto no orçamento das famílias brasileiras.

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