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Homem canadense descobre após 20 anos que mancha na orelha era uma tarraxa de brinco

Homem canadense descobre após 20 anos que mancha na orelha era uma tarraxa de brinco

Um homem canadense de 29 anos, identificado como Matt Aitia, revelou que durante quase duas décadas acreditou que uma mancha verde na sua orelha fosse resultado de um tecido cicatricial causado por um piercing feito na infância. A descoberta definitiva foi feita em uma consulta odontológica em setembro de 2026, quando um dentista notou que a mancha na orelha de Matt era, na verdade, uma tarraxa — uma espécie de parasita que havia ficado alojada na sua orelha por cerca de 20 anos.

A história de Matt começa quando ele tinha apenas 10 anos. Em um passeio ao shopping acompanhado do pai, ele se interessou por uma loja que vendia joias e fazia piercings. Insistindo, conseguiu furar a orelha e saiu da loja com um brinco. Segundo Matt, seu desejo era “ter um visual descolado”, mas sua mãe não aprovou a decisão, o que gerou uma discussão familiar na época. Poucos dias após o procedimento, na escola, ele percebeu que sua orelha começou a esquentar, latejar e, ao tocá-la, notou sangue na ponta do dedo. O episódio levou Matt a desmaiar de imediato, e ele precisou retirar o piercing.

Após a remoção, ele notou uma coloração verde no lóbulo da orelha, o que o levou a procurar um médico na época. O profissional afirmou que a mancha era resultado de tecido cicatricial e que não havia muito o que fazer. Com o passar dos anos, a mancha persistiu e se tornou uma questão incômoda, especialmente por atrair perguntas de amigos e familiares. Muitas pessoas notavam a coloração e questionavam a origem, o que causava desconforto a Matt, que não sabia o motivo real do fenômeno. Ele tentou obter novas opiniões médicas, mas os diagnósticos permaneciam os mesmos, reforçando a hipótese do tecido cicatricial acumulado.

Devido à sua aversão a procedimentos médicos e aos custos envolvidos, Matt decidiu conviver com a situação, que acabou se tornando uma espécie de marca registrada entre seu círculo social. Algumas tentativas de familiares e amigos de remover a mancha por conta própria, acreditando ser um cravo ou algo similar, também foram registradas. Apesar do incômodo, ele mantinha a rotina de consultas odontológicas e procedimentos odontológicos regulares, até que, ao fazer uma radiografia panorâmica com um novo profissional, o dentista notou algo incomum na imagem.

Ao mostrar a radiografia, o dentista perguntou se Matt tinha um piercing na orelha, o que inicialmente ele interpretou como uma referência à coloração. Entretanto, ao ver a imagem, Matt ficou surpreso ao perceber que a radiografia revelava a presença de uma tarraxa alojada na sua orelha. A revelação o deixou atônito, pois ele afirmou nunca ter imaginado que aquilo estivesse ali por tanto tempo. “O quê?! Não acredito nisso! Isso está na minha cabeça há 20 anos”, afirmou, em entrevista. A descoberta trouxe um misto de choque e alívio, encerrando um mistério que o acompanhou por duas décadas.

Após a revelação, Matt passou a divulgar sua história em redes sociais, onde o relato viralizou rapidamente. Sua experiência chamou atenção por sua singularidade e por evidenciar a importância de exames médicos mais detalhados. Em consequência, ele recebeu contato do médico Rui Han Liu, de uma clínica de cirurgia estética em Toronto, que explicou que a coloração natural da orelha de Matt poderia ser recuperada por meio de sessões de laser. Antes disso, porém, será necessário remover a tarraxa, procedimento agendado para o final de setembro, que deve ser realizado por um especialista.

A história de Matt evidencia a complexidade de diagnósticos e o impacto emocional de um problema aparentemente simples, que por anos foi confundido com uma cicatriz ou uma mancha de origem desconhecida. A descoberta final, após duas décadas, trouxe um desfecho surpreendente, além de abrir espaço para discussões sobre a importância de exames detalhados e de uma avaliação médica completa em casos de alterações na aparência ou na saúde.

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