O candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, manifestou forte oposição ao reajuste anunciado pelo governo federal no programa Bolsa Família, durante um comício realizado na cidade de Vitória da Conquista, na Bahia, na quarta-feira, dia 17 de setembro. O parlamentar acusou a medida de ser ilegal e de ter sido adotada por motivos de desespero político, poucos dias antes do início do período eleitoral.
Durante seu discurso, Flávio Bolsonaro afirmou que o reajuste, feito por meio de decreto, ocorreu a apenas 17 dias das próximas eleições presidenciais, o que, segundo ele, caracteriza uma tentativa de manipulação eleitoral por parte do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O candidato também destacou que a mudança na política de benefícios foi realizada após quatro anos sem qualquer reajuste, o que, na sua avaliação, demonstra uma tentativa de ganhar votos de forma artificial e desesperada.
O parlamentar criticou o valor atual do benefício, fixado em R$ 600, afirmando que ele perdeu poder de compra em relação ao período do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo Flávio, o valor não é suficiente para atender às necessidades das famílias beneficiadas, especialmente aquelas que dependem do Bolsa Família para complementar sua renda. Ele reforçou que, apesar do reajuste recente, os beneficiários continuam enfrentando dificuldades financeiras, uma vez que o valor de R$ 600 hoje não corresponde ao que era possível adquirir na época do governo Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro também alertou contra a promessa de aumento de benefícios baseada em promessas populistas, como a de oferecer picanha, que ele classificou como uma falsa esperança. Ele alegou que a ação do governo, ao fazer o reajuste por decreto, foi uma tentativa de enganar o eleitorado, uma estratégia motivada pelo medo de uma possível derrota nas urnas. Para ele, a medida, além de ilegal, evidencia o desespero do atual presidente em tentar assegurar apoio político na reta final do ciclo eleitoral.
O presidente Lula assinou um decreto que aumenta em 15,04% os benefícios do Bolsa Família, elevando o valor mínimo do programa de R$ 600 para R$ 691 por mês. Com essa mudança, o benefício médio pago às famílias deve subir de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores passarão a valer a partir do pagamento realizado na folha de outubro, cujo depósito está programado para ocorrer em 19 de outubro.
A medida, segundo o governo, visa ampliar a assistência social e reduzir a pobreza, mas tem sido alvo de críticas por parte de opositores, que veem o reajuste como uma ação eleitoralista. Flávio Bolsonaro, por sua vez, reforçou que a alteração foi uma manobra ilegal, feita às pressas e sem respaldo legal, na tentativa de atrair votos em um momento de indefinição política.


