O empresário paranaense Márcio Lissoni, de 46 anos, está sendo investigado por sua ex-esposa, Vanessa Grosch, de 44 anos, por denúncias de violência doméstica, ameaças e injúria. O caso foi registrado na Delegacia da Mulher de Curitiba no dia 24 de junho e envolve uma série de mensagens enviadas por Lissoni via WhatsApp, nas quais ele ameaça “acabar” com Vanessa e suas três filhas.
De acordo com o boletim de ocorrência, a motivação para as ameaças seria a dificuldade do empresário em aceitar o término do relacionamento, que perdurou por 20 anos e resultou em um divórcio em 2021. Lissoni é conhecido como herdeiro da Mili, uma empresa que fabrica papel tissue para higiene e limpeza.
Vanessa relatou que, além das ameaças, ela sofreu diversas agressões físicas durante o casamento, incluindo facadas, socos, chutes e puxões de cabelo. O boletim de ocorrência inclui prints de conversas em que Lissoni faz ofensas verbais e reafirma suas ameaças. Diante da gravidade da situação, as autoridades emitiram uma medida protetiva de urgência, que proíbe o empresário de se aproximar ou manter contato com Vanessa e suas filhas.
A denúncia também aponta para um histórico de violência econômica, onde Lissoni teria utilizado sua posição social para pressionar Vanessa a aceitar acordos financeiros desfavoráveis. Ela mencionou que os atrasos no pagamento da pensão alimentícia das filhas, que têm 15, 12 e 7 anos, tornaram-se uma constante. No final do ano passado, a falta de pagamento por três meses só foi regularizada após a decretação judicial da prisão de Lissoni.
Vanessa destacou que, durante os meses em que a pensão não foi paga, o empresário estava viajando para destinos como Cancun e Miami, o que agravou sua situação financeira. Ela afirmou que acumulou uma dívida considerável em seu nome e que ainda não conseguiu se recuperar.
A guarda unilateral provisória das crianças foi concedida a Vanessa há cerca de 11 meses, em decorrência de medidas protetivas motivadas por suspeitas de maus-tratos cometidos pelo pai e pela madrasta. Essa decisão reflete a preocupação das autoridades com o bem-estar das crianças.
O portal Metrópoles tentou contato com a defesa de Márcio Lissoni, mas até o momento não obteve resposta. O espaço permanece aberto para qualquer manifestação da defesa do empresário.


