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Caso em Sabará envolve discussão por fezes de cachorro que resulta em agressão com spray de pimenta contra estudante de medicina veterinária

Caso em Sabará envolve discussão por fezes de cachorro que resulta em agressão com spray de pimenta contra estudante de medicina veterinária

Uma estudante de medicina veterinária, com 25 anos, acusou ter sido agredida por uma policial penal na última segunda-feira (20), no bairro Ana Lúcia, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O desentendimento teve início a partir de fezes de cachorro depositadas em uma lixeira em frente à residência da servidora. Segundo a vítima, câmeras de segurança registraram o momento em que ela caminhava com os animais de estimação pela calçada. Nas imagens, a moradora se aproxima e atira contra a estudante a sacola contendo o material que havia sido deixado na lixeira momentos antes. Em seguida, a mulher utilizou spray de pimenta no rosto da jovem, que ficou sem enxergar e acabou recebendo uma sequência de golpes.

Conforme relatos da vítima, o ataque resultou em uma fratura no nariz, e a estudante deverá passar por um procedimento médico. A jovem informou que notificará a corregedoria da instituição de emprego da policial para que o episódio seja apurado tanto administrativa quanto judicialmente. Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) informou que o fato ocorreu fora do horário de expediente da servidora e ressaltou que a atitude não condiz com as diretrizes da Polícia Penal de Minas Gerais. A pasta afirmou ainda que não compactua com desvios de conduta e que qualquer suspeita é apurada com rigor, respeitando o devido processo legal.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) também emitiu comunicado informando que a 1ª Delegacia de Polícia Civil de Sabará abriu processo de investigação para apurar a prática de lesão corporal. Em meio à defesa da policial penal, foi divulgada uma nota que descreve que a desavença entre as vizinhas não se trata de fato isolado. Segundo o texto da defesa, a tutora do cachorro costuma acondicionar as fezes do animal em sacos plásticos abertos na porta da casa da vizinha, além de outros moradores da região. As fezes seriam deixadas de forma displicente, gerando odor intenso e chegando a cair na porta das residências.

O documento ainda registra que o conflito não se restringe exclusivamente às envolvidas, mencionando ocorrências registradas em boletim de ocorrência que, além de ofensas, a tutora também já teria arremessado fezes em outra residência da mesma rua. De acordo com a defesa, tais situações já haviam sido objeto de conversas prévias, inclusive no dia dos fatos, mas a tutora, sem urbanidade, teria agredido a vizinha. A defesa sustenta que, diante da ausência de solução amigável, a proprietária da casa onde as fezes são frequentemente descartadas interpelou a tutora com o objetivo de pôr fim à prática, preservar a higiene, a ordem pública e restabelecer a convivência respeitosa entre os moradores.

A reportagem não capta apenas um relato de agressão, mas também reflete uma disputa contínua que envolve uma prática de descarte de resíduos de animais que afeta vizinhos e a comunidade local. O desfecho do caso depende das investigações das autoridades competentes, que deverão esclarecer as circunstâncias do incidente, confirmar ou refutar as versões apresentadas e apurar eventuais responsabilidades penais e administrativas. A defesa da policial aponta, ainda, para uma história de conflitos entre vizinhos, enquanto a vítima busca responsabilizar a policial por danos físicos e legais decorrentes do ataque. As apurações seguem em curso pela PCMG, com interoperabilidade entre as unidades de Sabará e as instâncias responsáveis pela supervisão administrativa da Secretaria de Justiça e Segurança Pública.

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