AConfederação Brasileira de Basketball (CBB) anunciou, nesta semana, a saída da técnica Pokey Chatman da Seleção Brasileira Feminina e a contratação de Léo Figueiró para substituí-la. Segundo a entidade, as duas partes chegaram a um acordo de ruptura contratual após um desencontro de ideias que divergiram ao longo da gestão da técnica norte-americana.
Pokey Chatman liderava a equipe desde dezembro de 2024. Durante o período de comando, a seleção chegou à vice-campeã da Copa América, mas perdeu a final para os Estados Unidos. Além dessa competição, o Brasil ficou aquém das expectativas em outras oportunidades de classificação para a próxima Copa e, de modo geral, não conseguiu avançar nos torneios que asseguram vagas internacionais. A instabilidade de resultados evidencia o desafio de recolocar o basquete feminino brasileiro entre as referências globais, sobretudo em eventos que definem o caminho para as maiores competições da modalidade.
O histórico recente da seleção feminina brasileira, segundo o anúncio da CBB, evidencia uma dificuldade recorrente para alcançar qualificações relevantes. O país não se classificou para as últimas três Copas do Mundo Femininas e não disputou uma Olimpíada desde 2016, quando o torneio foi realizado no Rio de Janeiro. Esse conjunto de resultados alimenta o debate sobre os próximos passos da modalidade no país e coloca a missão de manter e intensificar o desenvolvimento das atletas em posição prioritária.
Quem assume a partir de agora é Léo Figueiró, que integrava a comissão técnica como assistente e também atuava como coordenador das categorias de base da Seleção Feminina. A passagem dele pela base é apresentada como parte do planejamento de continuidade e evolução do trabalho conduzido pela CBB – especialmente no nível de formação de atletas – com a ideia de elevar o patamar da equipe principal. Sobre a transição, Figueiró destacou o caráter técnico e humano do desafio, além da obrigação de respeitar a história recente da seleção e, ao mesmo tempo, buscar resultados mais consistentes no cenário internacional.
“Assumir a Seleção Brasileira Feminina é uma grande honra e uma responsabilidade que recebo com muita humildade. Venho acompanhando de perto o desenvolvimento do basquete brasileiro, especialmente através do trabalho que realizamos nas categorias de base. Conheço nossas atletas, nossa realidade e os desafios que temos pela frente. Agora, poder dar continuidade a esse trabalho na equipe principal é uma oportunidade que me deixa muito motivado”, disse Léo Figueiró.
A estreia dele como coach principal da equipe feminina está marcada para o Campeonato Sul-Americano, que ocorrerá entre os dias 3 e 9 de agosto, na Argentina. A seleção brasileira integra o Grupo B, ao lado de Venezuela e Chile. Além da luta pela medalha, o torneio também distribuirá quatro vagas para a AmeriCupW 2027, que será disputada em El Salvador, definindo, assim, uma rota direta para o principal torneio de basquete feminino da FIBA naquele continente.
A agenda de Léo Figueiró prevê dois compromissos cruciais: o Qualificatório Sul-Americano para a AmeriCupW 2027 e o Qualificatório Pré-Olímpico. A combinação de eventos enfatiza a necessidade de consolidar a base de atletas, ajustar a química da equipe e traçar uma estratégia que possa alçar o Brasil de volta às competições de alto nível do basquete feminino mundial. As próximas semanas serão decisivas para entender se a transição de comando trará a estabilidade desejada pela CBB e pela comunidade esportiva, que acompanha com expectativa o retorno do Brasil aos palcos globais.


