A Itália vive uma crise histórica no futebol. A Federação Italiana de Futebol (FIGC) confirmou, nesta segunda-feira, 27, a demissão de Paolo Maldini e de Leonardo, que ocupavam cargos de direção na entidade, após apenas 16 dias à frente da instituição. A saída ocorre no contexto da expectativa de definir um novo treinador para a Seleção Italiana, missão que atrasou-se diante das dificuldades de chegar a uma opção consensual para o comando técnico.
Conforme reportado pelo jornalista Gianluca Dimarzio, Maldini, lendário ex-zagueiro, atuava como diretor técnico, enquanto Leonardo desempenhava o papel de consultor. Os dois haviam sido apresentados à frente da FIGC no dia 11 de julho, com a tarefa específica de conduzir a busca por um treinador capaz de conduzir a Itália a uma retomada competitiva após a ausência nas últimas três Copas do Mundo.
Durante esse curto período, Maldini e Leonardo sondaram nomes de peso. Entre as opções consideradas esteve Carlo Ancelotti, cuja viabilidade foi avaliada pela cúpula da federação. O espanhol Pep Guardiola também constou entre as possibilidades, porém recusou o convite de forma cordial. Diante da falta de acordo com esses nomes, a dupla optou por avançar com a ideia de contratar Andrea Pirlo, ídolo da Itália e campeão mundial em 2006, que já era apontado como possível treinador da seleção.
A tentativa de Pirlo, porém, não prosperou. Segundo Dimarzio, o ex-jogador não pôde seguir adiante na negociação justamente por manter vínculo com uma casa de apostas da Rússia, atuando como garoto-propaganda. Com a não confirmação de Pirlo, a direção da FIGC viu-se sem um substituto definitivo para assumir o papel técnico da equipe italiana neste momento de reformulação.
Com a saída de Maldini e Leonardo, o cenário aponta para Roberto Mancini como o favorito entre a cúpula da federação para assumir o comando da seleção. Mancini já esteve à frente da Itália, levando-a à conquista da Eurocopa 2021, mas houve a derrota na tentativa de classificar o país para o Mundial de 2022. Além disso, Giorgio Chiellini, ex-zagueiro da equipe, é cotado para substituir Maldini na direção da federação, ampliando o conjunto de mudanças na gestão.
A seleção italiana vive, portanto, um momento de transformação profunda. A tetracampeã mundial não participa de uma Copa desde 2014, tendo ficado ausente em 2018, 2022 e, conforme o relato, 2026. Diante desse quadro, a federação busca não apenas definir um treinador, mas também estruturar uma reconstrução que permita ao país retornar à competição de alto nível no cenário mundial.


