Correio Divinopolitano

Zema afirma que ainda deve conversar com Joaquim Barbosa sobre a chapa de vice; Novo analisa manter candidatura interna

Zema afirma que ainda deve conversar com Joaquim Barbosa sobre a chapa de vice; Novo analisa manter candidatura interna

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema foi oficializado como candidato à Presidência pelo Partido Novo nesta segunda-feira, 27 de julho. Em declarações que sinalizam manter o leque de possibilidades para composição da chapa, ele informou que ainda precisa dialogar com o ex-ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa para avaliar a chance de integrá-lo à disputa na vice-presidência.

Zema descreveu que manteve apenas uma conversa breve com Barbosa e ressaltou que não há definição sobre o nome que compondrá a chapa. “Tive uma conversa muito breve com ele. Não temos nada definido. Devemos marcar outra conversa, mas depende do partido afinar, concordar com o nome”, afirmou o candidato, enfatizando que a decisão dependerá, em última instância, do alinhamento interno dentro do Partido Novo.

Durante o discurso de apresentação como postulante à Presidência, Zema dirigiu críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a alguns ministros da Corte, ao mesmo tempo em que ressaltou a qualidade da carreira de Joaquim Barbosa. Ele destacou que Barbosa possui uma trajetória que, segundo o ex-governador, é irretocável. Em specific, Zema afirmou que a principal bandeira de Barbosa pode ser exatamente aquilo que o Brasil mais precisa hoje: o combate à corrupção. As palavras do candidato reforçam o tom anticorrupção que o Novo costuma adotar em suas campanhas, bem como a tentativa de associar nomes de destaque a esse eixo programático.

A avaliação de interlocutores próximos a Zema, no entanto, aponta para a baixa probabilidade de Barbosa figurar na chapa como vice. A coluna Igor Gadelha, do Metrópoles, relatou que, nos bastidores, as conversas existem, mas a tendência dentro do Novo — segundo as fontes ouvidas pela publicação — é montar uma chapa “pura”, com um nome de dentro do próprio partido ocupando o posto de vice.

Fontes citadas pela coluna reconhecem a existência de conversas, mas destacam que a estratégia atual do Novo tende a privilegiar um nome interno para a vice-presidência. A ideia de uma chapa composta por alguém próximo aos quadros do partido facilita, segundo analistas políticos, a comunicação da plataforma e a coesão da base de apoio em diferentes palcos eleitorais. A aposta por um integrante interno também pode simplificar a articulação de lideranças regionais e a mobilização de apoiadores que já estão alinhados com o ideário anticorrupção defendido pela legenda.

Em síntese, o dia 27 de julho representa uma etapa importante no processo de definição de alianças do Novo. Enquanto Zema sinaliza a intenção de manter diálogo com Joaquim Barbosa para discutir a possibilidade de incorporar o ex-ministro à chapa, a gestão do partido mantém a linha de que uma chapa interna seria a opção mais estável para consolidar a identidade da sigla. A tensão entre uma eventual assinatura de Barbosa e a prioridade de manter o que o partido descreve como uma “chapa pura” ilustra as decisões estratégicas que costumam pautar as campanhas em períodos de proximidade com as eleições.

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