Marcella Kozinski, 26 anos, está entre as candidatas a Miss Universo Brasil 2026 e revelou, em mensagem divulgada pelas redes sociais, que recorreu à fé como apoio espiritual durante a preparação para a competição. A modelo afirmou que colocou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida em seu camarim antes de iniciar o desfile, descrevendo o momento como determinante para manter a tranquilidade, lembrar da doçura e do seu propósito. Horas após essa preparação, Marcella foi anunciada vencedora do Miss Brasil, em uma disputa marcada pela emoção.
A irmã da fé não é apenas uma prática recente para Marcella. Em seu relato, ela lembrou um objetivo antigo: em 2021, representando o estado do Paraná, não conseguiu nem avançar para o primeiro corte do concurso. Nesse sentido, Marcella compartilhou uma reflexão sobre a perseverança: “Sonhos nunca envelhecem, e eu sou a prova viva disso. Tenha coragem, determinação e dê o seu melhor, mas acima de tudo, tenha fé. Entregue seu caminho e confie que o melhor acontecerá na sua vida. Não foi apenas uma realização, mas uma promessa que se cumpriu.” Esses trechos reforçam a narrativa de que a vitória de hoje não veio de acaso, mas de uma trajetória de dedicação, estudo e preparação contínua.
Ao falar sobre o momento atual, Marcella afirmou estar “imensamente feliz” por perceber que o trabalho e a dedicação a trouxeram até aquele ponto de sua carreira. Ela enfatizou que o foco continua firme: “Agora mais do que nunca o foco continua, carregando o Brasil no peito.” A modelo também agradeceu à organização responsável pelo evento e a toda a sua equipe, ressaltando que não teria chegado tão longe sem o apoio de quem a acompanhou ao longo da jornada: “Ao lado de uma organização que sonha tão alto quanto eu, podem contar inteiramente comigo! Obrigada a todos que me apoiaram, torceram e vibraram junto comigo! Obrigada a toda minha equipe, eu nunca teria chegado aqui sem vocês!”
A expectativa em torno de Marcella gira não apenas em torno da conquista do título, mas também da tradição de décadas da delegação brasileira no Miss Universo. Caso não haja reviravolta, ela tem como objetivo vencer o concurso em 24 de novembro, em Porto Rico, consolidando-se como a terceira brasileira a conquistar a coroa do Miss Universo. Até agora, o Brasil já teve campeãs como Ieda Maria Vargas, em 1963, e Martha Vasconcellos, em 1968, consolidando um legado histórico no concurso global.
O histórico recente do Brasil no Miss Universo, porém, tem registrado uma sequência de resultados desfavoráveis desde 2021. O desempenho ficou mais expressivo com uma melhoria tímida no ano anterior, quando a piauiense Maria Gabriela Lacerda conseguiu avançar até o primeiro corte, figurando entre as top 30. Antes dela, as candidatas Teresa Santos (2021, Ceará), Mia Mamede (2022, Espírito Santo), Maria Brechane (2023, Rio Grande do Sul) e Luana Cavalcante (2024, Pernambuco) não conseguiram avançar no primeiro corte. O último resultado de destaque do Brasil no Miss Universo foi em 2020, quando Julia Gama, do Rio Grande do Sul, ficou em segundo lugar; a vencedora daquele ano foi a mexicana Andrea Meza.
Com esse histórico e o cenário atual, Marcella Kozinski busca não apenas o título, mas também pressionar a recuperação de uma performance histórica do Brasil no Miss Universo, revertendo a tendência recente e elevando o país a uma posição de destaque em Porto Rico. A eleição de Miss Brasil ocorre no contexto de uma competição internacional que, para muitas candidatas, representa não apenas uma disputa de beleza, mas também uma vitrine de representatividade e esforço atlético, disciplinado e estratégico.


