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Infantino defende Copa do Mundo e acusa críticos de espalhar ódio: futebol não é política, é união

Infantino defende Copa do Mundo e acusa críticos de espalhar ódio: futebol não é política, é união

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, externalizou nesta terça-feira uma defesa veemente da Copa do Mundo, respondendo às críticas que acompanharam o torneio disputado entre os Estados Unidos, Canadá e México. Em uma carta publicada nas redes sociais, o dirigente sustentou que o futebol deve servir como ponto de encontro entre povos de diferentes origens e reforçou sua posição com uma síntese direta: “Futebol não é política, é união”.

A manifestação acontece em meio a um World Cup que foi alvo de questionamentos sobre a organização e a formato do evento, que, segundo a Fifa, manteve o espírito de convivência entre torcedores de várias regiões do mundo. Infantino acusou os críticos de estarem mais preocupados em atacar a própria entidade do que em reconhecer o impacto positivo do torneio para milhões de fãs, especialmente famílias que puderam acompanhar as partidas de perto ou pela televisão. Em tom de queixa e, ao mesmo tempo, de reparo, ele afirmou que há pessoas que “deixaram de ver crianças, bebês, avós e pais se reunirem em torno desse belo esporte” e pediu desculpas por o Mundial ter acabado e por não terem participado daqueles momentos de alegria e união.

Em outra passagem de suas declarações, Infantino endureceu o tom ao sugerir que parte das críticas foi alimentada por informações falsas. “Aos que, por trás de suas canetas e papéis, ou atrás de suas telas, espalham ódio e rumores falsos, quero dizer que, enquanto vocês permanecem aí, nós, na Fifa, estamos na linha de frente organizando, trabalhando arduamente e entregando o maior espetáculo do mundo”, disse o presidente da entidade.

O dirigente também lembrou a participação de seleções de países envolvidos em conflitos ou crises, usando esses exemplos para sustentar a ideia de que o futebol pode aproximar sociedades separadas por tensões políticas. Segundo Infantino, a presença dessas equipes demonstrou que o esporte é capaz de romper barreiras diplomáticas, indo além de disputas entre governos e ampliando o diálogo entre nações por meio do campo.

As declarações ocorrem em meio a críticas relacionadas a restrições de entrada em território norte-americano, que afetaram torcedores, membros de delegações e profissionais vinculados ao evento. Entre os casos citados, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan chegou a ser impedido de ingressar nos Estados Unidos, mesmo possuindo visto válido. O episódio é apresentado pela Fifa como exemplo que não condiz com a ideia de que o futebol seja intrinsecamente ligado a conflitos ou tensões políticas, ao menos na visão da organização.

Para ilustrar sua defesa, Infantino recorreu ao caso do Irã, destacando que a seleção iraniana pôde entrar nos EUA sem incidentes, com os vistos concedidos justamente por acreditar-se que o futebol representa paz, e não política. “O Irã entrou nos Estados Unidos sem qualquer incidente ou conflito. A seleção iraniana recebeu vistos para entrar porque o futebol é sobre paz. Não é sobre política”, afirmou o dirigente.

O tema disciplinar também ganhou espaço na leitura de Infantino. Embora não tenha citado explicitamente o caso de Folarin Balogun, o presidente da Fifa fez referência a decisões de arbitragem e a punições que provocaram controvérsia durante a competição. Balogun, atacante dos Estados Unidos, havia visto um cartão vermelho que, em princípio, traria suspensão automática; a punição acabou sendo retirada antes da próxima partida da equipe norte-americana, após uma intervenção que gerou críticas e levantou suspeitas de influência política no órgão. O presidente argumentou que decisões polêmicas fazem parte do futebol, destacando que episódios semelhantes ocorrem em algumas das mais importantes ligas do mundo. Para Infantino, as críticas à Fifa não reconhecem que a entidade atua em um cenário muito mais amplo e complexo, com impactos que vão além de decisões individuais em partidas específicas.

Ao traçar um balanço da edição em curso, Infantino definiu o Mundial como um exemplo de segurança e de convivência entre torcedores de diversas nacionalidades. Segundo ele, o torneio foi marcado por momentos de alegria e de felicidade compartilhada, refletindo a proposta de unir pessoas por meio do futebol. A fala do presidente da Fifa reforça a linha de defesa da entidade diante de críticas que acompanharam a organização do evento, especialmente no que tange a questões administrativas, de segurança de público e de governança.

Com agência

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