O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) oficializou, em convenção nacional realizada nesta segunda-feira, 27 de julho, sua posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão, comunicada pelo partido, também liberou os diretórios estaduais para a formação de alianças locais, com foco estratégico nas corridas proporcionadas pelas urnas estaduais, incluindo governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais. Em resumo, o MDB passa a tratar as articulações a nível estadual como prioridade, mantendo a posição de não apoiar formalmente nenhum candidato ao Planalto.
O partido confirmou, até o momento, 10 candidatos a governadores, sete postulantes a vice-governadores e 20 candidatos ao Senado. Esses números refletem o desenho das composições por estado e a expectativa de construir bases regionais robustas, capaz de sustentar a atuação parlamentar do MDB em diferentes esferas de poder. A estratégia apresentada pela legenda sinaliza um reposicionamento voltado para consolidar o domínio das estruturas locais, onde o MDB pretende ampliar sua influência para além do protagonismo na chapa presidencial.
O presidente da sigla, deputado federal Baleia Rossi (SP), avaliou que a meta é complexa, mas factível: eleva a aspiração de eleger, no mínimo, 50 deputados federais e 12 senadores. “Nossa meta é eleger pelo menos 50 deputados federais, uma meta ousada. Eu tenho muita segurança que vamos fazer mais de 45 deputados federais e vamos fazer de dez a doze senadores”, afirmou Rossi. O dirigente também destacou a confiança no desempenho da bancada em Brasília, ao mesmo tempo em que reforçou a sua própria condição de candidato à reeleição como deputado federal por São Paulo.
As declarações de Rossi reforçam o tom de planejamento do MDB, que mira resultados expressivos principalmente nas esferas estaduais, com a expectativa de manter ou ampliar a base de apoio que, segundo a legenda, tende a favorecer a atuação do partido no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas. A aposta no fortalecimento das bases locais também busca amenizar eventuais impactos de uma disputa presidencial direta, transferindo a capacidade de influência para a atuação legislativa em maior âmbito territorial.
Decisão de neutralidade e próximos passos no calendário eleitoral
A corrida eleitoral ganhou contornos oficiais com o início do período das convenções partidárias, que se estende até 5 de agosto. Nesse intervalo, os partidos definem os nomes que estarão nas urnas a partir de outubro, bem como formalizam alianças. Para além disso, os pré-candidatos passam a ser considerados oficialmente candidatos apenas após serem referendados pelos correligionários, e as alianças entre legendas também tornam-se oficiais nesse momento. Contudo, por determinação legal, ainda não é permitido pedir votos a partir do momento da convenção.
Após as convenções, as siglas têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral. No dia seguinte ao prazo de registro, a propaganda eleitoral, tanto nas ruas quanto na internet, tem início definitivo. Até lá, permanece proibido qualquer ato de pedido de votos. Esse conjunto de etapas estabelece o ritmo inicial da campanha, com a definição de candidaturas e alianças antes do início efetivo da propaganda, o que impacta diretamente as estratégias de comunicação e mobilização dos partidos em cada estado.


