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Senador Rogério Marinho defende que investigação sobre financiamento de “Dark Horse” não encontrará irregularidades

Senador Rogério Marinho defende que investigação sobre financiamento de “Dark Horse” não encontrará irregularidades

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, minimizou a investigação aberta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) acerca do financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em declarações feitas nesta quinta-feira (23), Marinho expressou confiança de que a apuração não revelará qualquer irregularidade, afirmando: “Tranquilo. Vai ficar demonstrado que não há ilícito”, em entrevista ao site Metrópoles.

A investigação foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, em resposta a um pedido da Polícia Federal (PF), que foi apoiado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. O foco da apuração são os repasses realizados pelo banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para o financiamento do longa-metragem. De acordo com os investigadores, Vorcaro teria transferido aproximadamente R$ 61 milhões para a produção do filme.

Mensagens e áudios trocados entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro indicam que o senador solicitou recursos ao banqueiro para viabilizar o projeto cinematográfico. A PF investiga se os valores transferidos pela empresa Entre Investimentos e Participações, vinculada a Vorcaro, foram utilizados para outros fins, como o custeio da estadia de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos ou para articulações políticas de aliados do ex-deputado junto ao governo de Donald Trump, que resultaram na imposição de tarifas ao Brasil.

A investigação ocorre em um contexto de crescente atenção sobre a relação entre o financiamento de produções culturais e interesses políticos. Em maio, após a divulgação das comunicações entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, o senador reconheceu que parte da produção do filme foi financiada pelo banqueiro, mas garantiu que sua relação com ele se limitava ao projeto cinematográfico.

Na mesma ocasião, Flávio Bolsonaro anunciou que apresentaria um detalhamento dos gastos relacionados ao filme, como forma de mitigar a repercussão negativa gerada pelo caso. Ele afirmou que a produtora GoUp Entertainment, responsável pela produção de “Dark Horse”, se comprometeria a divulgar a prestação de contas em um prazo de até um mês. No entanto, até a presente data, os documentos não foram apresentados.

Flávio Bolsonaro também mencionou que, caso o filme gerasse lucro, o valor correspondente ao aporte feito por Daniel Vorcaro seria separado e colocado à disposição das autoridades competentes. “Outro pedido é que, assim que o filme der resultado, o valor aplicado pelo Daniel Vorcaro vai ser destacado e ficará à disposição das autoridades para resolverem o que vão fazer”, declarou o senador na época.

Além disso, Flávio confirmou que se reuniu com Vorcaro no final de 2025 com o intuito de esclarecer a questão do financiamento. A investigação em curso pelo STF e pela PF continua a atrair atenção, à medida que os desdobramentos do caso se desenrolam e podem impactar as estratégias políticas da pré-campanha de Flávio Bolsonaro.

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