Um jovem de 20 anos foi preso em flagrante pela Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira (4), em Pirapora, no Norte de Minas Gerais, suspeito de armazenar imagens de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, expedido após uma investigação indicar que o suspeito mantinha os arquivos em uma conta pessoal na internet.
De acordo com a Polícia Federal, os agentes localizaram, durante as buscas, imagens que registravam cenas de violência sexual contra menores de idade. Diante do material encontrado, o investigado recebeu voz de prisão em flagrante. A identidade do jovem não foi divulgada pela corporação.
Além da prisão, os policiais apreenderam equipamentos eletrônicos que estavam em posse do suspeito. Os dispositivos serão encaminhados para perícia técnica, procedimento que poderá contribuir para a coleta de novas provas e para o esclarecimento da extensão da conduta investigada.
Equipamentos serão analisados pela perícia
A análise dos equipamentos será realizada por peritos da Polícia Federal. O trabalho tem como objetivo identificar outros elementos relacionados ao armazenamento dos arquivos e verificar informações que possam aprofundar a investigação.
Segundo a corporação, a perícia também poderá ajudar a esclarecer a dimensão do material localizado e reunir dados relevantes para o andamento do caso. Até o momento, a PF não informou quantos arquivos foram encontrados, nem se o suspeito teria compartilhado as imagens com outras pessoas.
A corporação também não divulgou a existência de outros investigados. Essas informações poderão ser esclarecidas a partir da análise técnica dos dispositivos apreendidos e dos demais elementos reunidos durante a operação.
Crime está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente
O armazenamento de imagens de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes é crime previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Conforme a Polícia Federal, uma alteração recente na legislação elevou a pena prevista para esse tipo de conduta, que passou a ser de três a seis anos de reclusão, além do pagamento de multa.
A PF ressaltou que a gravidade do crime não está limitada ao ato de guardar os arquivos. Segundo a instituição, as imagens representam registros de situações de violência sexual efetivamente praticadas contra crianças e adolescentes, o que reforça a gravidade da investigação e da responsabilização prevista na legislação.
O jovem foi detido durante a ação de busca e apreensão e deverá permanecer à disposição da Justiça. As próximas etapas do caso dependem dos resultados da perícia nos equipamentos e da análise das demais provas obtidas pela Polícia Federal.


