Governador eleito do Amapá, Antônio Paulo de Oliveira Furlan, o Dr. Furlan afirmou nesta quarta-feira (4/11) que considera “importantíssima” a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Em entrevista ao programa Acorda, Metrópoles, ele defendeu uma atuação coordenada entre o governo federal, os estados e as guardas municipais como forma de ampliar a capacidade de enfrentamento à criminalidade.
Na avaliação de Furlan, a discussão sobre a proposta deve envolver todos os entes federados. O governador eleito destacou que a segurança pública exige integração entre as diferentes estruturas responsáveis pela área e citou a experiência acumulada durante o período em que comandou a Prefeitura de Macapá.
Furlan afirmou ter orgulho de ter promovido o armamento da Guarda Municipal de Macapá durante sua gestão. Segundo ele, a medida contribuiu para que a corporação pudesse trabalhar de maneira articulada com as demais forças de segurança. A integração, conforme o governador eleito, é um dos caminhos para fortalecer as ações de prevenção e combate à violência.
“Essa é uma PEC que tem que ser tratada por todos os entes federados. E eu, enquanto prefeito de Macapá, tenho a honra de dizer que fui o prefeito de Macapá que armou a guarda municipal, fazendo com que a guarda pudesse se integrar com as forças de segurança”, declarou.
O governador eleito também disse que pretende manter uma atuação conjunta com o governo federal e com o governo estadual nas políticas de segurança pública. A proposta defendida por ele prevê a participação articulada das diferentes esferas de governo, sem restringir as ações de enfrentamento à criminalidade a apenas uma instância administrativa.
PEC foi aprovada pelo Senado
A PEC da Segurança Pública foi aprovada pelo Senado na terça-feira (3/11). No primeiro turno de votação, o texto recebeu 73 votos favoráveis. Na segunda etapa, foram registrados 75 votos a favor. Não houve votos contrários em nenhum dos dois turnos.
Com a aprovação no Senado, o Congresso Nacional concluiu a análise da matéria. O texto seguirá agora para promulgação e, posteriormente, será incluído na Constituição. A proposta foi mencionada por Furlan como uma medida relevante para organizar e fortalecer a cooperação entre União, estados e municípios no setor.
Relação com o governo federal
Durante a entrevista, Dr. Furlan também comentou a relação que pretende construir com o governo federal. Ele afirmou que buscará o diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ressaltou a necessidade de o Amapá manter uma relação positiva com a União.
“O Amapá é um estado pequeno que tem que ter, com certeza, uma relação boa com o governo federal”, disse. A declaração foi apresentada no contexto da necessidade de cooperação institucional entre o estado e o governo federal em temas considerados estratégicos para o desenvolvimento amapaense.
Exploração de petróleo na Margem Equatorial
Outro assunto tratado na entrevista foi o potencial de exploração de petróleo na Margem Equatorial. Para Furlan, a atividade pode aumentar a relevância do Amapá no cenário nacional e dar ao estado uma posição de maior destaque econômico e estratégico.
Em outubro deste ano, a Petrobras informou ter identificado um terceiro reservatório de petróleo no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. A área está situada no litoral do Amapá, em águas ultraprofundas da Margem Equatorial.
Furlan afirmou que pretende procurar o governo federal para manter a cooperação institucional em torno do tema. Segundo ele, a possibilidade de exploração na região tem importância para o Amapá e também para o Brasil. O governador eleito relacionou ainda o potencial da Margem Equatorial à expectativa de declínio das reservas do pré-sal a partir de 2030.
“O Amapá vai ser importante para todo o povo brasileiro. Então precisamos fazer o dever de casa juntamente com o governo federal”, declarou.
Dr. Furlan foi eleito governador do Amapá no primeiro turno das Eleições 2026, com 62,75% dos votos válidos, total equivalente a 281.595 votos. Ele derrotou o então governador Clécio Luís (União Brasil).
Em 2026, Furlan renunciou à reeleição conquistada na Prefeitura de Macapá em 2024 para disputar, pela primeira vez, o governo estadual. A deputada estadual Luciana Gurgel (PL) integrou a chapa como candidata a vice-governadora.


