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OpenAI aciona Polícia Federal após identificar ameaças contra Lula em conversas no ChatGPT

OpenAI aciona Polícia Federal após identificar ameaças contra Lula em conversas no ChatGPT

A OpenAI, empresa responsável pelo desenvolvimento e operação do ChatGPT, comunicou nesta quinta-feira, 15 de outubro, à Polícia Federal (PF) a existência de conversas na plataforma que indicam possíveis ameaças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A iniciativa ocorre após a análise de relatos feitos por usuários, nos quais há menções a planos de violência contra o chefe do Executivo, incluindo referências a ataques armados e símbolos nazistas.

Segundo informações divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmadas pelo portal Metrópoles, a empresa também notificou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o caso, em conformidade com seu procedimento padrão de atuação em situações que envolvem riscos à segurança de autoridades e ao processo eleitoral. A OpenAI ressaltou que, quando conversas com inteligência artificial sugerem “risco iminente e concreto de que outras pessoas possam sofrer algum dano”, é comum a comunicação às autoridades competentes.

Os documentos obtidos pela Folha de S.Paulo revelam detalhes alarmantes de uma das conversas. Um usuário teria mencionado um plano para atirar no presidente Lula com um fuzil de precisão e compartilhado símbolos nazistas. Em um trecho, o indivíduo relatou ao ChatGPT ter visto Lula em um palanque a aproximadamente 400 metros de sua residência, questionando o chatbot sobre as possíveis consequências de matar o presidente e as penas que poderia enfrentar caso fosse preso. Além disso, o usuário compartilhou uma foto de uma torre, supostamente utilizada no planejamento de um ataque.

Outros trechos indicam que o mesmo usuário teria mencionado a possibilidade de promover um massacre caso dispusesse de recursos financeiros. Apesar de negar, em determinados momentos, a intenção de ferir alguém, ele voltou a fazer referências a atos violentos, incluindo o envio de uma receita para fabricar explosivos e menções a ataques contra centros médicos. Essas informações reforçam a gravidade das ameaças e a necessidade de investigação aprofundada.

A Polícia Federal, procurada pelo Metrópoles, afirmou que não comenta casos em andamento, justificando que eventuais investigações ou procedimentos relacionados a ameaças à segurança de autoridades visam preservar a eficácia das medidas de prevenção e apuração. A ação da OpenAI demonstra a preocupação com o uso de inteligência artificial para fins ilícitos ou perigosos, especialmente em um momento de alta polarização política e tensões institucionais.

Este episódio evidencia a complexidade de monitorar e gerenciar conteúdos gerados por inteligência artificial, sobretudo quando há indícios de ameaças à integridade física de figuras públicas. A colaboração entre empresas de tecnologia e órgãos de segurança pública torna-se essencial para prevenir ações violentas e garantir a segurança de autoridades e cidadãos. A investigação continua em andamento, e as autoridades aguardam orientações sobre os próximos passos a serem tomados diante do caso.

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