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Ministério da Educação anuncia extensão de bolsas e reconstrução de laboratórios após incêndio na UFPE

Ministério da Educação anuncia extensão de bolsas e reconstrução de laboratórios após incêndio na UFPE

Um incêndio ocorrido na noite de quarta-feira (7/10) na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) causou impacto significativo na produção acadêmica da instituição, afetando aproximadamente 200 dissertações e teses de mestrado e doutorado. Segundo informações divulgadas pela reitoria da universidade, o fogo destruiu o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), que abrigava pesquisas nas áreas de saúde e informática. A unidade, durante a pandemia de Covid-19, desempenhou papel importante ao realizar exames para mais de 130 municípios, destacando sua relevância regional.

O Ministério da Educação (MEC) comunicou nesta quinta-feira (8/10) que irá prorrogar as bolsas de pesquisadores cujos trabalhos foram prejudicados pelo incêndio, garantindo a continuidade dos estudos pelo período necessário. A medida visa minimizar os prejuízos acadêmicos e facilitar a retomada das atividades de pesquisa afetadas pelo incidente.

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, visitou o campus pernambucano na mesma quinta-feira para acompanhar de perto a situação. Em declaração, ele lamentou o ocorrido e afirmou que o ministério fará tudo o que for possível para reduzir ao máximo os danos, especialmente no que diz respeito ao andamento das pesquisas e ao bem-estar dos estudantes envolvidos. Barchini anunciou ainda a construção de um novo prédio no local, com previsão de custo de R$ 28 milhões, destinado a substituir a estrutura atingida pelo incêndio. O novo edifício terá 7 mil metros quadrados de área, mais que o dobro do espaço da antiga instalação, e sua construção está prevista para começar após a conclusão das perícias e investigações em andamento.

Além da reconstrução, o MEC compromete-se a colaborar com outros ministérios que mantinham pesquisas na mesma unidade, promovendo a recomposição dos equipamentos dos laboratórios destruídos. Essa iniciativa visa assegurar que as atividades de pesquisa possam ser retomadas com o menor impacto possível para a comunidade acadêmica e para os projetos em andamento.

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) informou que ainda está avaliando os danos causados pelo incêndio. O reitor da instituição, Alfredo Gomes, estimou que o prejuízo financeiro pode chegar a R$ 100 milhões, considerando a extensão dos danos e a complexidade da recuperação.

A investigação sobre as causas do incêndio está sendo conduzida pela Polícia Federal (PF), que instaurou um inquérito para apurar o caso. A corporação já realizou contatos com o reitor da universidade e com o comandante do Corpo de Bombeiros local, além de ter acionado o Instituto Nacional de Criminalística para auxiliar na perícia. Ainda não há uma conclusão definitiva sobre a origem do fogo, e as investigações continuam em andamento.

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