Correio Divinopolitano

Campanha de Lula acusa Trump de tentar influenciar eleições brasileiras e relaciona o republicano ao senador Flávio Bolsonaro

Campanha de Lula acusa Trump de tentar influenciar eleições brasileiras e relaciona o republicano ao senador Flávio Bolsonaro

A campanha do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), divulgou nesta quinta-feira (24/9) um vídeo que aponta supostas tentativas de interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro. A peça publicitária, com duração de 59 segundos, foi veiculada inicialmente nas redes sociais e deve ser adaptada para transmissão na televisão, segundo informações da equipe de campanha.

No vídeo, o PT sugere que aliados do então presidente Donald Trump, que deixou o cargo em janeiro de 2021, estariam financiando a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto. A narrativa afirma que Trump teria interesse em “colonizar” o Brasil, levando suas riquezas e prejudicando o futuro do país. A peça destaca que o responsável por montar o quartel-general de Flávio Bolsonaro em São Paulo foi um representante da Rockbridge, uma rede de financiamento de direita americana. Segundo o vídeo, a Rockbridge foi fundada pelo vice-presidente de Trump, uma afirmação que reforça a acusação de uma ligação entre o político brasileiro e interesses estrangeiros.

A campanha também afirma que Flávio Bolsonaro é o “candidato do Trump” e que o objetivo do ex-presidente dos Estados Unidos seria “roubar o nosso futuro” e deixar o Brasil para trás, numa tentativa de associar a candidatura do senador à interferência estrangeira. Essas alegações fazem parte de uma estratégia de campanha que busca vincular o adversário político a uma suposta influência externa, reforçando a narrativa de que interesses estrangeiros estariam tentando manipular o processo eleitoral brasileiro.

No dia anterior, quarta-feira (23/9), o PT apresentou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a investigação de possíveis episódios de interferência estrangeira nas eleições. A legenda apontou indícios de ingerência dos Estados Unidos, citando casos específicos que envolvem a Rockbridge Network, uma plataforma de financiamento de origem americana, além de conteúdos do Brasil Paralelo e do Estúdio Quinto Elemento, ambos ligados à direita brasileira e com presença na plataforma de streaming Academia da Direita, associada ao Partido Liberal (PL).

A petição também menciona uma reportagem do portal Metrópoles, que revelou a existência de contas registradas fora do Brasil, que publicaram e impulsionaram conteúdos favoráveis a Flávio Bolsonaro no perfil X, antigo Twitter. Essas publicações, segundo o documento, teriam utilizado resultados de uma plataforma de apostas chamada Polymarket para indicar o desempenho do candidato na corrida presidencial, levantando suspeitas de manipulação de informações e financiamento externo de campanhas.

A iniciativa do PT reforça o esforço do partido em evidenciar possíveis ações de influência estrangeira no processo eleitoral brasileiro, uma preocupação crescente em meio ao contexto de polarização política e desconfiança em relação à integridade do pleito. As investigações e alegações ainda estão em andamento, e o tema deve continuar sendo pauta de debates nas próximas semanas, à medida que se aprofundam as evidências de possíveis interferências externas na eleição de 2024.

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