O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a fazer referências ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, durante evento realizado nesta quinta-feira (24 de setembro) em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no estado do Rio de Janeiro. Em seu discurso, Lula afirmou que “amigo de um presidente é o povo, não é o Vorcaro”, reforçando sua postura de que as ações do governo devem priorizar os interesses da população e não de aliados ou interesses privados.
Durante a fala, Lula destacou que os investimentos públicos e as obras realizadas nos estados precisam beneficiar as comunidades, independentemente de alinhamentos políticos ou de quem seja o interlocutor. Ele ressaltou que, na sua visão, o verdadeiro amigo de um governante é o povo, e não indivíduos ou entidades que possam ter interesses econômicos ou pessoais ligados ao poder. “Quem é amigo de um presidente é o povo, não é o Vorcaro, não é dono do Banco Master”, afirmou, numa clara tentativa de desmistificar supostas influências de interesses privados na condução da política pública.
A declaração do presidente ocorreu logo após a divulgação de que o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, viajou no avião de Vorcaro. Essa informação foi utilizada por Lula para reforçar sua crítica à relação entre políticos e empresários ligados a interesses particulares, sugerindo que tais vínculos podem comprometer a gestão pública e a prioridade de atender às necessidades da população.
Na ocasião, Lula também abordou temas relacionados aos investimentos realizados no estado do Rio de Janeiro, defendendo que os recursos públicos devem ser destinados às cidades de forma a promover o desenvolvimento social e econômico, independentemente da orientação partidária dos gestores locais. Ele afirmou que existe uma “cultura” no país de políticos que governam “para os amigos”, uma prática que, segundo ele, prejudica o interesse coletivo.
Além disso, Lula aproveitou a oportunidade para elogiar o trabalho do governador interino do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, destacando seu compromisso em moralizar o estado. O presidente criticou políticos eleitos que, na sua avaliação, mantêm compromissos com criminosos, incluindo criminosos organizados e milícias. Lula afirmou que Couto veio ao cargo com a missão de “moralizar o estado do Rio de Janeiro”, contrastando sua postura com aqueles que, segundo ele, entregam medalhas de honra a indivíduos ligados ao crime.
A fala de Lula reforça a posição do governo federal de combater a influência de interesses privados e de fortalecer a atuação de gestores públicos comprometidos com a ética e a transparência na administração pública, especialmente em regiões marcadas por desafios de segurança e corrupção.


