Uma mulher trans de 31 anos foi detida na cidade de Manaus, no Amazonas, após cometer uma série de agressões graves contra seu padrasto, de 61 anos, na tarde do dia 16 de setembro, na zona sul do município. Segundo informações da Polícia Civil do Amazonas (PCAM), o crime envolveu ações extremamente violentas, incluindo tentativa de homicídio, estupro e lesões que resultaram na cegueira do homem, além de uma tentativa de fuga que terminou com sua queda do terceiro andar de um prédio.
De acordo com as investigações, a suspeita entrou no apartamento do padrasto, localizado no bairro Praça 14 de Janeiro, sob o pretexto de uma visita. Assim que entrou no local, ela passou a agredir a vítima, começando por uma tentativa de mutilação, ao comer parte da orelha do homem. Em sequência, ela teria introduzido os dedos nos olhos dele, causando graves lesões que o deixaram cego, destruindo os globos oculares. Após a agressão ocular, o homem desmaiou, momento em que a suspeita teria cometido estupro, de acordo com o relato da polícia.
Após o ataque, a vítima tentou fugir, dirigindo-se à sacada do apartamento. Ainda em estado de choque e ferido, ele pulou do terceiro andar do prédio, caindo em um telhado de um imóvel vizinho. O homem foi resgatado posteriormente pelos bombeiros, que atenderam a ocorrência. A vítima, após recuperar-se do episódio, procurou a polícia para denunciar o crime, que culminou na prisão da suspeita.
A mulher foi presa preventivamente após solicitação da autoridade policial, que considerou a gravidade dos fatos. A Justiça deferiu o pedido de prisão, e ela foi detida pelo 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Em depoimento, a investigada alegou que estava sob efeito de drogas no dia do crime e afirmou não se recordar dos detalhes do ocorrido. Ela também afirmou que a motivação do ataque estaria relacionada à suposta transfobia do padrasto, por ele não aceitar sua identidade de gênero.
A mulher trans responderá pelos crimes de tentativa de homicídio triplamente qualificado e estupro. Ela permanece à disposição do Poder Judiciário, que irá determinar seu destino processual. O caso chama atenção para a violência extrema praticada contra ela, bem como para as complexidades envolvendo questões de identidade de gênero e preconceito, que, segundo a investigação, teriam influenciado o comportamento da suspeita.


