A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2% no trimestre encerrado em setembro, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (30/10). O resultado representa uma queda de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em junho, quando o índice havia ficado em 5,4%, e é o menor já registrado para o período na série histórica iniciada em 2012.
De acordo com o IBGE, a população desocupada diminuiu 4% na comparação com o trimestre anterior. Isso corresponde a uma redução de 234 mil pessoas no número de brasileiros sem trabalho e que estavam em busca de uma ocupação. Na comparação anual, com o mesmo período de 2025, a queda da população desocupada foi de 6,9%.
O levantamento também mostrou que a população ocupada atingiu o maior nível da série histórica da pesquisa. O contingente cresceu 0,6% em relação ao trimestre encerrado em junho e aumentou 1,2% na comparação com o mesmo período de 2025.
O nível da ocupação, indicador que corresponde à proporção de pessoas ocupadas entre a população em idade de trabalhar, ficou em 59%. O percentual avançou 0,2 ponto percentual no trimestre. O resultado acompanha o aumento registrado no número total de pessoas ocupadas no período analisado.
Subocupação e força de trabalho
A Pnad Contínua apontou ainda crescimento da população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas. Esse grupo aumentou 5,2% no trimestre encerrado em setembro. Na comparação anual, porém, houve recuo de 5,4%.
A população fora da força de trabalho permaneceu estável na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao mesmo período de 2025, contudo, houve crescimento de 0,8%. Esse grupo reúne as pessoas que não estavam ocupadas nem procuravam trabalho no período de referência da pesquisa.
Informalidade permanece próxima do nível anterior
A taxa de informalidade alcançou 37,5% da população ocupada no trimestre encerrado em setembro. O percentual ficou ligeiramente acima do registrado no trimestre terminado em junho, de 37,4%, mas abaixo da taxa observada no mesmo período de 2025, quando era de 37,8%.
Entre os trabalhadores por conta própria, o número chegou a 26,1 milhões e permaneceu estável tanto na comparação trimestral quanto na anual. O contingente de trabalhadores domésticos também não apresentou variação, mantendo-se em 5,4 milhões.
O número de empregados sem carteira assinada no setor privado foi estimado em 13,7 milhões e igualmente ficou estável no período analisado. Os dados indicam, portanto, manutenção desses segmentos do mercado de trabalho, apesar da redução da taxa geral de desocupação.
Rendimento médio chega a R$ 3.790
O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou, em média, em R$ 3.790. O valor permaneceu estável na comparação com o trimestre anterior e apresentou alta de 3,6% em relação ao mesmo período de 2025.
Os números integram a Pnad Contínua, principal levantamento do IBGE sobre o mercado de trabalho brasileiro. A pesquisa acompanha indicadores como desocupação, ocupação, informalidade, rendimento e participação da população na força de trabalho. A divulgação desta sexta-feira atualiza o cenário referente ao trimestre encerrado em setembro.


