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Suspeito de homicídio de ciclista no Rio tem nome incluído na lista da Interpol após fuga para o Paraguai

Suspeito de homicídio de ciclista no Rio tem nome incluído na lista da Interpol após fuga para o Paraguai

A Justiça do Rio de Janeiro solicitou nesta terça-feira (15/9) a inclusão de Wellington Luiz Santos de Souza, conhecido como “Doideira”, na lista de procurados internacionais da Interpol, a Difusão Vermelha. A medida foi tomada após o suspeito, que é um dos cinco indiciados pelo homicídio do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, fugir do Brasil e se deslocar para o Paraguai. Wellington é o quinto suspeito de participar do espancamento que resultou na morte de Cláudio, ocorrido em 12 de agosto, na zona sul do Rio, em Copacabana.

O crime aconteceu no bairro de Copacabana, quando o ciclista foi agredido com golpes de pauladas por um grupo de suspeitos. Cláudio Rafael morreu um dia após a agressão, em decorrência dos ferimentos. A ação penal que investiga o caso tornou réus cinco indivíduos: Davi Santos Machado, Jorge Luiz Ricardo Dias, Felipe Eduardo dos Santos Silva, Ailton José da Silva e Wellington Luiz Santos de Souza, o “Doideira”. Este último, diferentemente dos demais, não atuava como segurança ou entregador de aplicativo, atividades comuns entre alguns dos envolvidos.

Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Rio (PCERJ), Wellington passava de carro pelo local no momento do espancamento. Ao se aproximar da cena, ele questionou os suspeitos se a vítima era “ladrão”. Após receber a confirmação, “Doideira” chutou a cabeça de Cláudio Rafael e afirmou: “Ladrão tem que morrer mesmo”. Imagens de câmeras de segurança analisadas pela polícia mostram que, após a agressão, Wellington retornou ao veículo e se afastou do local rapidamente.

Wellington Luiz Santos de Souza possui pelo menos seis registros na ficha criminal da polícia, o que evidencia um histórico de envolvimento em atividades ilícitas. A Polícia Civil do Rio obteve um mandado de prisão contra ele, assim como contra os demais suspeitos, após avaliação do Poder Judiciário. No entanto, Wellington não foi localizado durante buscas realizadas na sua residência. Após diligências adicionais, descobriu-se que ele havia fugido para o Paraguai, motivando a decisão judicial de solicitar sua inclusão na lista da Difusão Vermelha da Interpol.

A medida visa facilitar a localização, prisão no exterior e eventual extradição de Wellington, uma vez que ele se encontra fora do país desde agosto de 2026. A Justiça do Rio de Janeiro destacou que, com a fuga do suspeito, foi necessária a cooperação internacional para garantir a responsabilização pelo homicídio de Cláudio Rafael, que se tornou um caso emblemático na região devido à brutalidade da agressão e às investigações subsequentes. A inclusão do nome de Wellington na lista da Interpol busca ampliar as possibilidades de captura e garantir que ele seja levado à justiça, independentemente do país onde esteja refugiado.

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