O repórter Caíque Verli, da afiliada da Globo, Rede Gazeta, foi encontrado morto em seu apartamento em Vitória, Espírito Santo, por amigos, na noite de quinta-feira (23). De acordo com informações do Jornal Nacional, o jornalista estava em tratamento para crises convulsivas. Ao chegarem ao local, os amigos acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas já encontraram Caíque sem vida.
A Polícia Civil do Espírito Santo foi notificada e realizou uma perícia no apartamento do repórter. Em declaração à reportagem da Itatiaia, a polícia informou que o caso foi registrado como “encontro de cadáver” e está sendo investigado pelo Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP). A instituição aguarda os resultados dos exames que determinarão a causa da morte do jornalista.
Embora a investigação inicial sugira que a morte de Caíque pode ter sido natural, a polícia enfatiza que somente os laudos periciais fornecerão um esclarecimento definitivo sobre as circunstâncias do falecimento. O corpo do repórter foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) da Polícia Científica, onde passou por necrópsia antes de ser liberado aos familiares.
Na tarde de quinta-feira, o corpo de Caíque Verli foi levado para a sede da Rede Gazeta, em Vitória, para que amigos, colegas de redação e outros profissionais da imprensa capixaba pudessem prestar suas últimas homenagens. O corpo chegou à emissora por volta das 17h, onde foi realizada uma cerimônia de despedida, marcada por orações e recordações entre os presentes. Após a homenagem, o corpo foi transportado para Carangola, Minas Gerais, sua cidade natal.
Caíque Verli, natural de Carangola, formou-se em Jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e fez parte da 17ª turma do Curso de Residência da Rede Gazeta. Desde que concluiu a graduação em 2017, ele atuou na redação multimídia da emissora, acumulando experiências também em veículos como o site A Gazeta e a rádio CBN Vitória.
Nas redes sociais, Caíque compartilhava com seus mais de 10 mil seguidores não apenas os trabalhos que realizava como repórter, mas também aspectos de seu cotidiano, revelando uma conexão próxima com seu público. A morte do jornalista chocou a comunidade local e gerou uma onda de condolências entre colegas de profissão e admiradores de seu trabalho. A investigação prossegue, e a expectativa é de que os resultados dos exames esclareçam as causas do falecimento do repórter.


