Correio Divinopolitano

Valdemar afirma que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil para evitar perseguição

Valdemar afirma que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil para evitar perseguição

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira (29/10) que o senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil e se autoexilou nos Estados Unidos por acreditar que seria perseguido pelas autoridades brasileiras. Segundo Valdemar, o parlamentar decidiu sair do país como uma forma de se proteger diante de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a entrega de seus passaportes à Polícia Federal.

“Eles, ministros do STF, não poderiam fazer aquela ação contra o Flávio 20 minutos depois de ter o resultado da eleição. Eles não poderiam ter feito isso. Então, ele viu que ia ser prejudicado, que ia ser perseguido e tomou essa providência, mas vamos resolver”, disse o dirigente do PL a jornalistas.

A declaração foi dada após Valdemar visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, também filiado ao PL, em sua residência, em Brasília. Jair cumpre prisão domiciliar e recebeu autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para o encontro. A visita ocorreu em meio à crise interna provocada pela saída de Flávio Bolsonaro do país e pelas consequências políticas da decisão judicial.

Ao citar a “ação” contra o senador, Valdemar se referiu à ordem do Supremo que determinou a entrega dos passaportes de Flávio à Polícia Federal. A medida foi adotada no âmbito de um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.

Na avaliação do presidente do PL, a decisão representou uma forma de “perseguição política” contra Flávio Bolsonaro. Por esse motivo, segundo Valdemar, o senador teria decidido deixar o Brasil acompanhado da família e seguir para os Estados Unidos. A matéria original também informa que o ex-presidenciável não poderia deixar o país em razão da investigação em andamento no STF.

Valdemar afirmou ainda que Jair Bolsonaro não tinha conhecimento do plano de saída do filho. “Ele veio para ver o pai. Nem Bolsonaro sabia que Flávio iria sair do país. Ninguém sabia”, declarou o presidente do PL aos jornalistas antes de deixar a residência do ex-presidente.

Apesar de defender a decisão de Flávio de deixar o Brasil, Valdemar disse que não aprovou a carta divulgada pelo senador após a derrota na eleição presidencial. No documento, Flávio se apresentou como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Questionado sobre o conteúdo, o dirigente partidário respondeu: “Não gostei, não gostei”.

Valdemar chegou à casa de Jair Bolsonaro por volta das 8h50 e permaneceu no local por aproximadamente duas horas. A visita foi acompanhada pelas regras estabelecidas para os encontros autorizados na residência do ex-presidente, incluindo vistoria e retenção de celulares que não estejam relacionados ao serviço realizado no imóvel.

Uma equipe técnica da operadora Claro também estava prevista para comparecer à residência entre 14h e 18h, com o objetivo de fazer um reparo na internet da casa. Assim como ocorreu com a visita de Valdemar, a entrada dos profissionais deveria ser submetida a vistoria, e os celulares sem relação com o trabalho seriam retidos durante o atendimento.

O episódio ocorre em um momento de forte peso político para o PL. Neste ano, a legenda conquistou a maior bancada do Congresso Nacional, com 121 deputados federais e 28 senadores. Apesar da presença majoritária de parlamentares na Câmara e no Senado, o partido não elegeu seu candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições.

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *