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Pesquisa aponta aumento na probabilidade de reeleição de Lula para além de 50% nas próximas eleições presidenciais

Pesquisa aponta aumento na probabilidade de reeleição de Lula para além de 50% nas próximas eleições presidenciais

Uma pesquisa realizada pela Quaest/Globo divulgada nesta segunda-feira, 28 de setembro, revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança na corrida presidencial para o primeiro turno das eleições de 2026, registrando 39% das intenções de voto. O levantamento indica uma melhora contínua na avaliação do petista, que, segundo a análise, aumenta suas chances de reeleição para além de 50%. Seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), aparece na sequência, com 34% das preferências, enquanto as projeções de segundo turno mostram ambos empatados, com 42%.

A pesquisa aponta uma evolução positiva nos índices de aprovação geral de Lula, que, na semana anterior, tinha um saldo negativo de -6 pontos percentuais. Agora, esse saldo caiu para -3 pontos, sinalizando uma recuperação na percepção do governo entre os eleitores. Felipe Nunes, CEO da Quaest e cientista político, destacou que essa melhora faz com que Lula volte a ter uma probabilidade superior a 50% de conquistar a reeleição.

Segundo Nunes, o avanço do presidente ocorre de forma mais evidente entre determinados segmentos do eleitorado, especialmente entre mulheres, eleitores de baixa renda e beneficiários do programa Bolsa Família. A análise sugere que as ações do governo na última semana, incluindo medidas de impacto social e apoio às camadas mais vulneráveis, contribuíram para esse movimento. Entre as mulheres, por exemplo, a aprovação às políticas do governo atingiu 64% na proibição às apostas, enquanto 62% apoiam tanto as ações no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto o reajuste do Bolsa Família.

A melhora na avaliação de Lula refletiu também no potencial de voto do candidato, que passou de 45% para 46%, enquanto sua taxa de rejeição caiu de 55% para 54%. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro manteve estabilidade, com 43% de potencial de voto e 56% de rejeição, números semelhantes aos registrados nas últimas rodadas da pesquisa.

No cenário de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro voltaram a empatar numericamente, ambos com 42% das intenções de voto. Enquanto o percentual de Flávio permaneceu inalterado, Lula avançou dois pontos percentuais no mesmo período, indicando uma recuperação de sua vantagem. A pesquisa também aponta que há 3% de eleitores indecisos e 13% que pretendem votar em branco ou nulo.

Felipe Nunes destacou que a recuperação de Lula é especialmente perceptível entre os eleitores católicos, segmento no qual o candidato abriu uma vantagem de 13 pontos, seu melhor desempenho desde agosto. Por outro lado, a margem de vantagem de Flávio entre os eleitores evangélicos apresentou retração. O levantamento sugere que a polêmica envolvendo Nossa Senhora de Aparecida, iniciada nas redes sociais e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pode ter favorecido Lula ao aumentar o temor de uma possível volta do governo Bolsonaro entre os fiéis católicos.

Contudo, Nunes ressalva que a probabilidade de reeleição de Lula ainda não é maior devido ao saldo negativo de avaliação do governo, que permanece em -7 pontos percentuais. Segundo ele, nenhum presidente no Brasil conseguiu vencer uma eleição com saldo negativo nessa fase do ciclo eleitoral, o que indica que o cenário, embora favorável ao petista, ainda apresenta desafios.

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