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Partido Liberal conquista maior número de candidaturas e lidera em Câmara, Senado e governos estaduais nas eleições de 2024

Partido Liberal conquista maior número de candidaturas e lidera em Câmara, Senado e governos estaduais nas eleições de 2024

O Partido Liberal (PL) consolidou-se neste domingo, dia 4 de outubro, como a maior força política do país nas eleições de 2024, ao eleger 357 candidatos em diferentes cargos e liderar as votações na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, nos governos estaduais, nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Esses resultados refletem um crescimento expressivo do partido, que aparece como protagonista no cenário político nacional após o pleito.

De acordo com levantamento realizado pelo portal Metrópoles, com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PL conquistou 121 cadeiras na Câmara dos Deputados, além de 19 vagas no Senado Federal. Ainda no âmbito estadual, a legenda assegurou a vitória em cinco governos estaduais, além de garantir 207 vagas na Assembleia Legislativa e cinco na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Esses números podem ser ampliados, uma vez que o partido disputa dois dos sete governos estaduais que ainda serão definidos em segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro. São eles o Amazonas, com a candidata Professora Maria do Carmo, e o Rio de Janeiro, com Douglas Ruas. No caso do Rio de Janeiro, há a possibilidade de Ruas ser declarado eleito já no primeiro turno, uma vez que os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) estão sob análise judicial e podem ser considerados inválidos, o que poderia elevar a votação de Ruas para mais de 50% dos votos válidos.

Além das disputas estaduais, o PL mantém forte presença na corrida presidencial, com o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, como candidato ao Palácio do Planalto. Flávio avançou ao segundo turno na disputa presidencial, reforçando a influência do partido no cenário nacional. Com esses resultados, o PL soma um total de 137 eleitos a mais do que o Partido dos Trabalhadores (PT), que aparece na segunda colocação com 220 candidatos eleitos, incluindo 70 deputados federais e seis senadores.

Na sequência, aparecem o MDB, com 156 eleitos; o PSD, com 152; o PP, com 127; o Republicanos, com 124; e o União Brasil, com 122. Ao todo, 1.646 candidatos foram eleitos para esses cinco cargos, com o PL respondendo por mais de um quinto dessa quantidade, o que demonstra a sua abrangência e força nas urnas.

No Senado, o PL também lidera a disputa, conquistando 19 das 54 cadeiras em jogo neste ano, enquanto o MDB e o PT obtiveram sete e seis senadores, respectivamente. Na Câmara dos Deputados, o partido garantiu a maior bancada a partir de 2027, com 121 deputados federais eleitos, um avanço de 51 cadeiras em relação ao PT, que ficou com 70. União Brasil aparece na sequência, com 46 deputados, seguido pelo PSD, com 43, e pelo PP e Republicanos, ambos com 41.

O partido também lidera nas assembleias legislativas estaduais, tendo eleito 207 deputados pelo país, frente a 138 do PT, que ocupa a segunda colocação, seguido por MDB, com 109, e PSD, com 102. No Distrito Federal, o PL obteve o maior número de cadeiras, com cinco dos 24 deputados distritais eleitos, enquanto PT, MDB, PP e Republicanos conquistaram três cada.

Nos governos estaduais já definidos no primeiro turno, o PL também aparece na liderança, com cinco vitórias. A legenda venceu em Amazonas, Roraima, Tocantins, Acre e Alagoas. Outros partidos que conquistaram maior número de governos foram o PSD, com quatro, e PT e Republicanos, com três cada. Ainda há sete disputas de segundo turno para definir os chefes do Executivo em diferentes estados, incluindo o Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Acre, Tocantins, entre outros.

O PT, por sua vez, terminou o primeiro turno como a segunda maior força eleitoral, com 70 deputados federais, seis senadores, três governos estaduais, 138 cadeiras na Assembleia Legislativa e três na CLDF, totalizando 220 candidatos eleitos. A legenda ainda disputa dois governos no segundo turno, no Distrito Federal, com Leandro Grass, e no Rio Grande do Norte, com Cadu de Lula.

O levantamento aponta ainda uma disputa acirrada entre MDB e PSD, com o MDB somando 156 eleitos e o PSD, 152. A diferença entre ambos reside na distribuição dos cargos: o MDB elegeu sete senadores e 109 deputados estaduais, enquanto o PSD conquistou quatro governos e 43 cadeiras na Câmara. Ambos também têm candidatos no segundo turno: Omar Aziz, no Amazonas, e Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, pelo PSD; e Ricardo Ferraço, no Espírito Santo, pelo MDB.

Partidos como PP, Republicanos e União Brasil também aparecem com forte presença, ultrapassando a marca de 100 eleitos cada. O PP soma 127 representantes, incluindo três senadores e dois governadores, além de 78 deputados estaduais. O Republicanos possui 124 cadeiras e a União Brasil, 122. Depois deles, há uma redução progressiva no número de eleitos, com destaque para o Podemos, com 77, PSB, com 60, PSDB e PSol, ambos com 40, e outros partidos menores.

O segundo turno ainda pode alterar a composição dos governos estaduais, mas não afetará os números conquistados na Câmara, Senado e legislativos. Ao todo, oito partidos e 14 candidatos permanecem na disputa pelos sete governos estaduais ainda indefinidos, incluindo partidos como PL, PT, PSD, PP, Republicanos, União Brasil, MDB e PSDB. Entre as principais disputas, estão Amazonas, com Professora Maria do Carmo (PL) enfrentando Omar Aziz (PSD); Rio de Janeiro, com Douglas Ruas (PL) contra Eduardo Paes (PSD); Distrito Federal, com Leandro Grass (PT) disputando com Celina Leão (PP); e Rio Grande do Norte, onde Cadu de Lula (PT) enfrenta Allyson (União Brasil). Outros estados, como Acre, Espírito Santo e Tocantins, também terão suas decisões definidas em 25 de outubro.

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