As intervenções na Praça das Águas, localizada na avenida Cristiano Machado, na região Norte de Belo Horizonte, foram oficialmente retomadas pela Prefeitura da cidade após um período de paralisação de aproximadamente um ano. A retomada das obras, que visam à construção de um reservatório hidráulico destinado a reduzir os impactos das fortes chuvas na região, ocorreu em setembro de 2022. Desde então, o projeto tem enfrentado diversos obstáculos, incluindo questões judiciais e auditorias internas, que resultaram na suspensão temporária dos trabalhos. A previsão é que a conclusão total das obras ocorra somente no primeiro semestre de 2028.
O objetivo principal da intervenção é ampliar a capacidade de drenagem do local, que atualmente sofre com alagamentos recorrentes durante períodos de chuva intensa. Para isso, está sendo construída uma estrutura hidráulica com capacidade de armazenar até 27 milhões de litros de água. Essa estrutura será capaz de captar e temporariamente conter o excesso de água proveniente do Ribeirão Pampulha e do Córrego Cachoeirinha, antes que esses corpos d’água se juntem ao Ribeirão do Onça, contribuindo assim para a redução dos riscos de enchentes na região.
O projeto, conduzido pelo Consórcio Praça das Águas, foi contratado por um valor de R$ 46,9 milhões. Apesar do início das obras em setembro de 2022, as atividades foram interrompidas em novembro de 2025, após uma auditoria interna que apontou irregularidades, levando a uma investigação do Ministério Público e ao bloqueio de pagamentos. Somente após uma decisão judicial, a Prefeitura conseguiu autorização para realizar uma nova contratação e retomar os trabalhos, que agora avançam sob a supervisão do consórcio contratado.
A estrutura está sendo instalada na confluência do Ribeirão Pampulha com o Córrego Cachoeirinha, numa área que, atualmente, apresenta sinais de abandono, com lixo, barro, vegetação desordenada, além de elementos como pedaços de madeira, ferros, cones quebrados e trechos interditados. A capacidade de armazenamento do novo reservatório será aproximadamente três vezes maior do que a caixa de captação existente na avenida Vilarinho, em Venda Nova, reforçando sua importância para o controle de águas pluviais na região.
Segundo informações da prefeitura, a estrutura já opera com cerca de 60% de sua capacidade, contribuindo temporariamente para o controle das vazões do Ribeirão Pampulha e do Córrego Cachoeirinha. A expectativa é que, após a conclusão definitiva das obras, a redução dos riscos de alagamentos seja significativa, beneficiando principalmente o corredor viário da avenida Cristiano Machado, especialmente nas proximidades da Estação São Gabriel. A iniciativa é vista como uma medida importante para a melhoria da infraestrutura urbana e a segurança dos moradores da região.


