O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) iniciou apuração sobre uma série de rompimentos de adutoras da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) ocorridos na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A investigação foi motivada por uma comunicação da própria companhia, na segunda-feira, dia 14 de novembro, na qual a empresa revelou ao órgão que suspeita de possíveis atos de sabotagem em quatro incidentes registrados entre os meses de agosto e setembro deste ano. A Copasa comprometeu-se a fornecer ao Ministério Público os levantamentos internos já realizados, que poderão subsidiar uma eventual abertura de investigação criminal, embora até o momento não haja confirmação de que esses rompimentos tenham sido provocados de forma intencional.
Os episódios ocorreram em diferentes pontos da Grande Belo Horizonte, e cada um deles causou impactos significativos na infraestrutura e no cotidiano da população. O primeiro incidente aconteceu no dia 19 de agosto, no bairro Nova Granada, localizado na região Oeste de Belo Horizonte. Em 5 de setembro, houve um novo rompimento na região da Cidade Nova, seguida por um terceiro caso no bairro Milionários, no bairro Barreiro, registrado dois dias após o segundo, ou seja, em 7 de setembro. O quarto episódio foi registrado às margens da rodovia BR-040, no município de Contagem, na mesma região metropolitana.
Esses rompimentos provocaram alagamentos, danos a imóveis e interrupções no abastecimento de água, afetando a rotina de moradores e comerciantes locais. A gravidade dos incidentes reforça a necessidade de apuração detalhada por parte das autoridades, que buscam entender se há uma conexão entre os fatos ou se tratam de ocorrências isoladas. A suspeita de sabotagem surge como uma possibilidade que será avaliada após a análise dos dados fornecidos pela Copasa, que deverá fornecer os levantamentos internos para que o Ministério Público possa determinar a existência de elementos que sustentem essa hipótese.
A investigação ocorre em um momento em que a segurança das infraestruturas públicas e privadas tem sido uma preocupação crescente, especialmente diante do impacto que ações deliberadas podem causar na população. Até o momento, a Copasa não confirmou oficialmente a autoria intencional dos rompimentos, limitando-se a informar que suspeitas estão sendo levantadas e que os procedimentos internos estão em andamento para esclarecer os fatos.
O Ministério Público de Minas Gerais reforça que a análise dos documentos e dados fornecidos pela companhia será fundamental para determinar se os episódios estão relacionados ou se representam eventos isolados. Caso seja confirmada a prática de sabotagem, as consequências legais podem ser severas, incluindo a responsabilização criminal dos envolvidos. A investigação prossegue, com o objetivo de esclarecer as causas dos rompimentos e garantir a segurança das operações de abastecimento de água na região metropolitana de Belo Horizonte.


