O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio de seu coordenador político, senador Camilo Santana (PT-CE), anunciou que irá protocolar nesta quarta-feira, 21 de outubro, um pedido de cassação da chapa de seu adversário nas eleições, deputado Flávio Bolsonaro (PL). A ação, segundo Santana, será fundamentada em alegações de favorecimento por parte da Meta, empresa responsável pelas plataformas Facebook, Instagram e outras redes sociais, relacionadas a ações de inteligência artificial e dificuldades na veiculação de conteúdos pagos.
A decisão de ingressar com a solicitação ocorre após uma reunião realizada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na qual representantes das campanhas políticas participaram juntamente com membros da Meta para esclarecer suspeitas acerca de tratamentos diferenciados nas ferramentas da companhia. Entre as questões discutidas, destacou-se a criação de imagens por inteligência artificial que apoiavam Flávio Bolsonaro, além da suposta limitação na função de impulsionamento de conteúdos pagos relacionados ao candidato petista. Essas ações levantaram suspeitas de interferência no processo eleitoral, levando a campanha de Lula a tomar medidas judiciais.
Além do pedido de cassação da chapa de Flávio Bolsonaro, a campanha do PT anunciou a intenção de protocolar uma ação contra a Meta, acusando a empresa de favorecimento político. Camilo Santana afirmou que o setor jurídico da campanha já está atuando na elaboração e envio de todas as ações necessárias, enfatizando que a iniciativa será concretizada ainda nesta quarta-feira. Ele destacou que as ações visam combater possíveis irregularidades e garantir a transparência do processo eleitoral.
A campanha petista também relatou dificuldades na impulsão de conteúdos políticos nas redes sociais, atribuindo esses problemas a uma suposta interferência da Meta. Segundo informações divulgadas, a plataforma teria dificultado a veiculação de anúncios pagos para promover conteúdos do PT, o que motivou a denúncia formal junto à Justiça Eleitoral. A Meta, por sua vez, negou qualquer envolvimento em manipulações ou favorecimentos políticos, atribuindo as dificuldades técnicas a falhas internas em seus sistemas.
Em resposta às alegações, o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, manifestou preocupação quanto ao papel das plataformas digitais no processo democrático. Ele afirmou que a atuação da Meta durante o período eleitoral é motivo de apreensão, ressaltando que o governo não aceitará qualquer tentativa de interferência nas eleições por parte das big techs. Palmeira destacou ainda a preocupação de outros países com a influência de plataformas digitais no resultado de eleições democráticas, reforçando a postura de fiscalização e resistência a possíveis ações que comprometam a integridade do processo eleitoral brasileiro.


