O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quarta-feira, 16 de setembro, que as igrejas evangélicas tratam as mulheres em “igualdade de condições”, durante encontro com lideranças religiosas no Palácio do Planalto. A reunião contou com a presença de figuras de diferentes denominações, incluindo a primeira-dama Janja Lula da Silva, o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, o pastor Kleber Lucas, além de representantes de diversas igrejas evangélicas.
Durante sua fala, Lula fez uma comparação entre o tratamento dado às mulheres na Igreja Católica e nas igrejas evangélicas, destacando que a liberdade feminina é um fator importante para o crescimento do segmento evangélico no Brasil. Segundo o presidente, a possibilidade de as mulheres exercerem cargos de liderança dentro das igrejas evangélicas, bem como a ausência de restrições similares às do celibato católico, contribuem para esse avanço.
Lula afirmou que, enquanto a Igreja Católica mantém o celibato obrigatório para seus sacerdotes e não permite que mulheres sejam ordenadas como padres ou bispos, as igrejas evangélicas oferecem um ambiente mais inclusivo, onde as mulheres podem atuar em diversas funções e cargos de liderança. Para o presidente, essa liberdade de expressão e atuação é uma das razões do crescimento expressivo do segmento evangélico no país, que atualmente representa uma parcela significativa da população brasileira.
“Enquanto a Igreja Católica não acabar com o celibato, e permitir que as mulheres possam ser padres, possam ser bispos, as mulheres poderem falar, sabe… a gente vai ver a Igreja Católica passar dificuldade. Essa é uma vantagem que a igreja evangélica tem”, afirmou Lula, reforçando sua avaliação sobre o impacto das diferenças doutrinárias na expansão do movimento evangélico.
Ele também reforçou que, na visão dele, as igrejas evangélicas tratam as mulheres com igualdade de condições, permitindo que elas sejam o que desejarem. “As mulheres são tratadas em igualdade de condições. A mulher pode ser o que ela quiser. E é isso que faz com que a igreja evangélica tenha crescido tanto no Brasil”, completou.
Além de abordar questões religiosas, Lula aproveitou a oportunidade para criticar a utilização de igrejas para fins políticos. Ele afirmou que não pretende usar templos religiosos para fazer comícios ou promover campanhas eleitorais, reforçando seu respeito pela fé das pessoas. O presidente também criticou lideranças mundiais pela incapacidade de resolver conflitos atuais, prometendo abordar o tema em sua próxima declaração na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), marcada para a semana seguinte, em Nova York.
Durante o encontro, Lula destacou a importância do diálogo com lideranças religiosas e reafirmou seu compromisso de manter uma postura de respeito às diferentes crenças, ao mesmo tempo em que defende a separação entre política e religião. A declaração do presidente reforça o reconhecimento do papel das igrejas evangélicas no cenário social e político do Brasil, ao mesmo tempo em que evidencia sua visão de que a liberdade religiosa e a igualdade de gênero são elementos essenciais para o desenvolvimento do país.


