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Justiça marca para 9 de novembro o julgamento de homem acusado de matar sargento durante perseguição policial em Belo Horizonte

Justiça marca para 9 de novembro o julgamento de homem acusado de matar sargento durante perseguição policial em Belo Horizonte

O julgamento do homem acusado de assassinar o sargento Roger Dias durante uma perseguição policial ocorrida em Belo Horizonte foi agendado para o dia 9 de novembro de 2024. A informação foi confirmada pela Justiça de Minas Gerais nesta quarta-feira, dia 14 de agosto. O suspeito, que permanece preso, responde por homicídio qualificado e pode ser condenado a uma pena de até 30 anos de reclusão. Ele estava foragido até ser recapturado após ter sido beneficiado por uma saída temporária de Natal, que lhe permitiu ficar em liberdade durante o período festivo.

O crime aconteceu na noite de janeiro de 2024, na região do bairro Minaslândia, na zona Norte de Belo Horizonte. Na ocasião, policiais militares que realizavam patrulhamento receberam informações sobre suspeitos envolvidos em um roubo de veículo na mesma área. Segundo relatos, os indivíduos estavam armados, o que motivou uma tentativa de interceptação do carro suspeito pelos agentes de segurança.

De acordo com o relato oficial, os policiais deram ordem de parada ao motorista do veículo, que, ao invés de obedecer, fugiu em alta velocidade. A perseguição se estendeu pelas ruas do bairro até que o carro colidiu com uma motocicleta na avenida Risoleta Neves, causando danos ao veículo e ferindo o motociclista. Após o impacto, o suspeito abandonou o automóvel junto com um comparsa, fugindo a pé pela região.

Durante a tentativa de captura dos dois homens, o sargento Roger Dias foi acionado para dar ordem de deitar no chão aos suspeitos. Nesse momento, um deles sacou uma arma de fogo e efetuou um disparo que atingiu o policial na cabeça. Socorrido imediatamente, o sargento não resistiu ao ferimento e veio a falecer no hospital, tendo posteriormente sido diagnosticada morte cerebral. O militar deixou esposa e uma filha, em um momento de grande comoção na comunidade e nas forças de segurança de Minas Gerais.

O suspeito que efetuou o disparo, além de responder por homicídio qualificado, tinha sido beneficiado anteriormente com uma saída temporária de Natal, a qual lhe concedeu liberdade provisória. Sua recaptura ocorreu após a confirmação de sua fuga e a realização de diligências pelas autoridades policiais.

Este caso reforça o debate sobre a segurança pública na capital mineira, especialmente em relação ao enfrentamento de crimes graves e à aplicação de medidas de segurança para evitar que criminosos beneficiados por saídas temporárias continuem envolvidos em atos violentos. O julgamento, marcado para novembro, será uma etapa importante para a responsabilização do acusado, que pode cumprir uma pena de até três décadas de reclusão, dependendo do resultado do processo judicial.

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