Correio Divinopolitano

Guimarães afirma que espera votação favorável à proposta de fim da escala 6×1 no Senado

Guimarães afirma que espera votação favorável à proposta de fim da escala 6×1 no Senado

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, declarou nesta terça-feira, 6 de outubro, que está aguardando com expectativa a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6×1, na qual o empregado trabalha por seis dias consecutivos e folga uma semana. Guimarães afirmou que “paga para ver” a postura dos senadores alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, conhecidos como bolsonaristas, em relação à votação da matéria, demonstrando confiança de que a iniciativa terá apoio no plenário do Senado.

Após uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o ministro destacou sua expectativa de que os senadores favoráveis à proposta não recuem diante de pressões internas ou externas. Guimarães afirmou que a intenção é que a votação ocorra antes do segundo turno das eleições presidenciais, reforçando a prioridade do governo Lula na agenda legislativa para aprovar mudanças no regime de trabalho antes do fim do mandato de Lula, visando fortalecer sua campanha de reeleição.

O ministro também negou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteja tentando impedir ou vetar as negociações relacionadas à aprovação da PEC. Flávio, que tem defendido uma alternativa à extinção do regime 6×1, propôs uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permitiria ao trabalhador negociar sua própria escala de trabalho, buscando maior liberdade nesse aspecto. No entanto, o senador não deixou claro se votará contra ou a favor do texto principal, preferindo, até o momento, apresentar uma proposta alternativa ao fim da escala vigente.

Davi Alcolumbre, por sua vez, abriu o plenário do Senado nesta terça-feira para debater a matéria, sinalizando sua disposição em colocar a proposta em votação. A estratégia do governo é aprovar a PEC antes do segundo turno das eleições, na tentativa de conquistar votos adicionais que possam favorecer a reeleição de Lula. Essa movimentação faz parte de um esforço político para consolidar o apoio à pauta, considerado prioritário pelo Palácio do Planalto, e garantir uma vitória legislativa que possa impactar o cenário eleitoral.

A discussão sobre a PEC ocorre em um momento de alta tensão política, com o governo buscando aprovar a reforma antes do segundo turno, enquanto a oposição tenta consolidar sua resistência. A posição de Alcolumbre e o alinhamento de senadores bolsonaristas serão decisivos para o andamento da matéria, que representa uma das prioridades do Executivo na agenda legislativa. A expectativa do governo é de que a votação seja favorável, mas o cenário permanece incerto, dada a complexidade das negociações e o peso das articulações políticas no Senado.

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